VOCÊ PRECISA CONHECER A HISTÓRIA DE ARTHUR ALEXANDER!

VOCÊ PRECISA CONHECER A HISTÓRIA DE ARTHUR ALEXANDER!

Músico chegou a ser gravado por Beatles, Bob Dylan e The Stones
Cred. John Donegam

Estava nagevando pelo site Tenho Mais Discos Que Amigos outro dia, quando uma matéria me chamou atenção: “Arthur Alexander e a triste história do único músico a ser regravado por Beatles, Stones e Bob Dylan”. Fiquei intrigada sobre quem seria o Arthur e porque nem eu, nem quase ninguém que conheço já tinha ouvido falar nele.

Ele nasceu em Florensce, nos Estados Unidos, em 1942 e seu estilo era o country soul. Apesar de poucos conhecerem seu nome, muitos conhecem as músicas que ele fez. Suas canções foram regravadas por artistas como Beatles, Rolling Stones, Bee Gees e Elvis Presley.

É considerado uma das maiores lendas do rock and roll de todos os tempos. Mas, o que houve então? Porque somente suas músicas ficaram conhecidas? Isso é o que vamos descobrir a partir de agora.

Apesar de grandes nomes da música terem feito covers de suas canções, Alexander nunca encontrou verdadeiramente a fama que merecia. Seus grandes sucessos só estouraram quando gravados por outros músicos, o que, como a gente bem sabe, só traz fama e reconhecimento pra quem gravou, não para o compositor.

Mesmo lançando discos com suas próprias músicas, ele sempre esteve na beira da fama mas nunca chegou a estourar.

Pra ter ideia, os álbuns Please Please Me (1963) – de estreia dos Beatles -, e December’s Children (And Everybody’s) (1965), dos Rolling Stones, trazem músicas covers do Arthur. “Soldier of Love”, estouradíssima na voz do Pearl Jam –  que também foi tocada ao vivo pelos Beatles – é de autoria do músico.

Apesar disso, ele viveu a maior parte do tempo desconhecido, chegando a trabalhar em outras funções, como motorista de ônibus, por exemplo.

A primeira canção de Arthur a ganhar muita visibilidade foi “Anna (Go to Him)”, lançada em 62 e regravada quase que imeditamente pelos Beatles, depois que John Lennon conheceu a faixa e se apaixonou.

Segundo o Tenho Mais Discos Que Amigos, seu maior hit foi “You Better Move On”, lançado como lado A junto de “A Shot of Rhythm and Blues”. A primeira regravada pelos Stones e a segunda pelos Beatles, além de bandas como The Hollies e Gene Clark (The Byrds).

“Every Day I Have to Cry Some”, lançada em 1975, foi a que mais se aproximou do sucesso na carreira de Alexander, mas ainda assim a fama não foi duradoura. Depois veio “Every Day I Have to Cry Some”, com versões de Dr. Hook & the Medicine Show, sendo inclusive usada em um episódio de Uma Família da Pesada (2012).

Quando finalmente parecia ter chegado a hora, em 1990, Arthur foi incluído no Hall da Fama da Música do Alabama, e, com isso, montaram um plano para que ele ressurgisse na mídia. Em maio de 1993, ele assinou um novo contrato e preparava-se para essa nova oportunidade quando, no mês seguinte, sofreu um ataque cardíaco fatal e morreu aos 53 anos.

Depois de ler sobre essa história, fui bater um papo com o jornalista Felipe Ernani, do Tenho Mais Discos Que Amigos, que escreveu a matéria pra saber mais sobre isso tudo.

Cred. John Donegam

A ideia de contar a trajetória do Arthur surgiu de uma reunião de conteúdo. “Sempre discuto as pautas da semana com meu editor-chefe, o Tony Aiex. Estamos constantemente na busca de histórias incríveis da música e em uma dessas pesquisas, ele acabou me sugerindo o Arthur Alexander. Imediatamente atendi porque, sendo muito fã de Beatles, já havia lido sobre ele e estava ciente de parte da história”, contou.

Felipe se surpreendeu. “Confesso que não sabia que eram tantas as canções dele que foram regravadas (a do Rolling Stones, por exemplo, eu não fazia ideia) e foi uma pesquisa que me encantou mais e mais conforme fui indo atrás. Sem dúvidas, o trabalho dele como compositor é um espetáculo. Não é à toa que tantas outras lendas da música fizeram covers dele. O próprio Paul McCartney chegou a dizer uma vez que ‘olhavam para o cara como uma inspiração no nível de: quero ser como ele‘, explica.

De todas as coisas extraordinárias feitas e vividas por Alexander, Felipe considera que o fato mais extraordinário é “ter composto essas músicas que ecoaram por diversas gerações de tantas formas diferentes, sem dúvidas graças à sua maestria no ramo, ainda que ao mesmo tempo tudo isso seja muito triste por ele ter morrido tão pouco tempo após assinar um contrato que poderia finalmente lhe dar o reconhecimento que merecia”.

Para o jornalista, “ninguém que fez tudo que ele fez pra música deveria ter tido que procurar outro emprego (no caso dele como motorista de ônibus), enquanto outros transformavam suas obras em sucessos, seja com versões ou mesmo através da influência dele próprio”, encerra.

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