O ROCK N´ROLL ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA!

ROCK N´ROLL: MAIS VIVO DO QUE NUNCA, GÊNERO SE REINVENTA SEM ESQUECER AS RAÍZES

Jornalista Marcos Tadeu fala sobre o rock feito hoje. Listamos os principais eventos para celebrar a data em BH

O dia 13 de julho é considerado o Dia Mundial do Rock, uma data celebrada a partir de um grande concerto, organizado pelo músico irlandês Bob Geldof, em 85, em prol da crise humanitária na Etiópia.

Os dois megashow reuniram, de um lado, nomes como Elton John, The Who, Style Council, Dire Straits, Sting, U2, Queen e Paul Mccartney no estádio de Wembley, em Londres. E outros como The Cars, Tom Petty, Madonna, Duran Duran, Led Zepellin, Bob Dylan, Keith Richards, Ron Wood (dos Stones) e Phil Collins, na Filadélfia, nos EUA.

De lá pra cá, muitas bandas surgiram, outras terminaram mas se mantém vivas, o cenário rock sofreu diversas transformações e o gênero prova que vai muito bem, obrigada!. Para falar sobre o assunto, conversamos com o jornalista Marcos Tadeu, apresentador do programa “Esse Tal de Rock N´Roll” e do quadro “Rock Cabeça”, na Rádio Inconfidência.

BH Cult: Vamos começar falando um pouco sobre o rock que é feito hoje?
Marcos Tadeu: O rock vive fases cíclicas: hoje em dia, migrou para o underground, em detrimento de outros estilos, como hip hop, música pop, e edm (electronic dance music). A última vez em que o rock esteve em alta mundialmente foi com os Strokes. No entanto, ao contrário do que muitos profetizam, o rock nunca vai morrer pois é impregnado de atitude e juventude. Além do que, hoje é impossível pensar em qualquer outro gênero musical sem recorrer ao rock – sempre há um ou outro elemento dele em qualquer performance. Temos Fergie cantando Guns N’ Roses, Taylor Swift dividindo o palco com Mick Jagger e U2 gravando com Kendrick Lamar, entre muitos outros exemplos.

BH Cult: E no Brasil?
Marcos: No Brasil, o rock sofreu um baque de infantilização nos anos 2000, em grande parte em função do método de produção “Rick Bonadio”, que nos deu excrescências como Restart e NX Zero, ou seja, bandas que nascem e morrem buscando o lucro. Atualmente, com o advento das ferramentas de gravação online e sites como bandcamp, vemos o rock crescer e se inovar no modus-operandi independente – e os artistas que perceberam essa possibilidade se deram bem. Simultaneamente, medalhões beberam dessa diversidade e entraram em fases “introspectivas”, produzindo grandes trabalhos não totalmente “roqueiros”, como é o caso de Titãs (investindo em musicais) e Frejat (que optou pelas baladas).

BH Cutl: Como você define o rock feito em BH atualmente?
Marcos: Aqui, o cenário do rock nunca esteve mais pulsante!!! Todos os fins de semana, praticamente, temos bons shows (independentes ou não). Muitas bandas abrem para artistas estrangeiros (caso da Roboto com o Red Fang e Oceania com o Circa Survive, entre outros). E observamos, também, uma rede de cooperativismo entre os artistas: os próprios marcam os shows, convidam a si próprios, ajudam na montagem de equipamentos e na modulação do som. Isso sem contar o lançamento de materiais, com eventos cada vez mais requintados. O único porém, é que percebo que selos e “gravadoras”, em sua maioria, estão sem saber o que fazer com tanta gente boa e acabam tornando alguns artistas exclusivos e os colocam voltados para fora do Estado, sem perceber que, dessa forma, alijam os músicos dessa rede de cooperativismo que é a coisa mais positiva que poderia acontecer em BH.

BH Cult: Se pudesse listar cinco bandas novas do gênero, quais indicaria?
Marcos: Para exemplificar a diversidade da cena, vou citar 5 bandas de diferentes nichos:
1. Banda do Lixo (punk-rock). Essa é uma banda antiga, porém totalmente repaginada, com integrantes do Consciência Suburbana e Insolentes. Rock feito com letras e voltado para a realidade dos trabalhadores.
2. Devise (brit-rock). Devise é a menina dos olhos do rock mineiro. Com forte influência de Oasis e Beatles, já conta com hits (cantados a plenos pulmões pelos fãs) e tende a lotar cada vez mais casas de show.
3. Godalien (heavy-metal). O heavy-metal é outro estilo que, desde o Sepultura, tem um grande público cativo em BH. O Godalien é uma espécie de heavy-metal mais acessível, com influências do grunge, porém sem perder o punch.
4. Roboto (rock instrumental). A Roboto é um dos cases mais interessantes da cena. Além de promover os próprios eventos, são responsáveis por uma web radio e um zine (Fuzz). Atualmente, o power-trio está entrando em uma onda instrumental super potente.
5. Dolores 602 (indie-pop/mpb). Com uma pegada folk, indie e mpb deliciosa e composto por 4 mulheres, a Dolores 602 é responsável por um dos melhores álbuns deste ano, “Cartografia”.


Na Inconfidência

O “Esse tal de rock and roll” e a coluna Rock Cabeça nasceram ao mesmo tempo, há cerca de 2 anos e meio. “A proposta, do então diretor artístico Elias Santos, era ocupar o espaço deixado pelo antigo “Rock Brasil” e, simultaneamente, fazer um touchpoint com a galera mais jovem”, explica Marcos Tadeu.

Como já tinha essa predileção por rock (com o site www.rockcabeca.com), a primeira ideia foi que Marcos participasse com um quadro. “Conforme fui notando que havia uma carência de divulgação do rock independente mineiro, o quadro foi se moldando à essa demanda, e hoje temos o Rock Cabeça Sessions, onde os músicos fazem versões acústicas dos seus hits, e em breve teremos músicos no estúdio da Rádio Inconfidência, fazendo jams”, comenta.

Pelo Rock Cabeça, já passaram cerca de 150 artistas de todo o país, com poucas repetições. Assim, já rolaram entrevistas com medalhões como Marcelo Bonfá, Nasi, Arnaldo Baptista, CPM 22, Autoramas, Carlos Maltz, Biquini Cavadão, Nenhum de Nós, Lenine, O Rappa, o trio Call The Police do Andy Summers e até a dupla Radnor e Lee.

“Da turma independente, tivemos a felicidade de receber os garotos hardcore da Pense, Letrux, Evil Matchers, Elizia, Lobos de Calla, entre tantos outros”, comemora Marcos.

No mês do rock, influências e influenciados estarão juntos em uma série de entrevistas no Rock Cabeça, que começou com Lenine e Lobos de Calla no dia 7 de julho. Os próximos convidados serão:
14/07 – Sepultura e Carahter
21/07 – Skank e Devise
28/07 – Daparte e Pato Fu.

Anote!

Esse tal de rock and roll:
No ar aos sábados, 22h
Coluna rock cabeça:
Todo dia, às 22h30
Site: www.rockcabeca.com
Insta: @rock_cabeca

COMEMORAÇÕES
Listamos aqui os principais eventos de BH para celebrar a data:

Conexão: Led Zepagain (usa) – Um Tributo ao Led Zeppelin
Quando: 12 de julho, quinta-feira
Horário: a partir das 20h
Local: Mercado Distrital do Cruzeiro (Rua Opala s/n° – Cruzeiro)
O que: A banda Led Zepagain, comemorando 30 anos de carreira, vai passar por BH, após empolgantes e impressionantes apresentações no Japão, EUA e Europa. O repertório será composto por “All My Love”, “Whole Lotta Love”, “Going To California”, “Baby I’m Gonna Leave You”, “Good Times Bad Times”, “Immigrant Song”, “Hey Hey (What Can I Do)”, “Rock & Roll”, “Tangerine”, “Kashmir”, dentre outros clássicos em duas horas eletrizantes de show.
Outras Atrações:
– DJ Motoca
– Manifesto Dissonante
– Daparte
– Velotrol
Ingressos: R$90 (inteira) e R$45 (meia-entrada) à venda pelo Sympla

Rock no Metal
Quando: 12 e 13 de julho, quinta e sexta
Local: MM Gerdau – Museu de Minas e do Metal (Praça da Liberdade, s/n)
O que: Para celebrar o Dia Mundial do Rock, o museu realiza a 2ª. edição do Rock no Metal. A proposta é promover uma série de atividades que fomentem o entretenimento, a interação e a reflexão sobre o rock n’roll, como show, bate-papo, documentário, oficina, timeline session, exposição e Feira do Rock.
Dia 12/07, quinta:
– 16 às 22h: Feira do Rock e exposição “As capas do Rock”
– 16h30 às 17h30: Oficina de Bateria para Garotas, com Hi Hat Girls Magazine
19h30: Bate-papo “Grito Delas: as mulheres no Rock ‘n’ Roll e no Metal”, com Vitória Roscoe
Dia 13/07, sexta:
– 16 às 22h: Feira do Rock e exposição “As capas do Rock”
– 14h30: Sessão documentário “Cogumelo 35 anos”
– 15h30 às 18h30: OHM Rock no Metal Timeline Session
– 19h30: Show Banda Cartoon
Entrada: Toda programação é gratuita e sujeita à lotação do espaço.

Palco Claro Que É Rock
Quando: 13 de julho, sexta
Horário: 12 às 20h
Local: Praça da Savassi
O que: a 98 e a Claro farão um grande evento na Savassi com muita música, sorteio de prêmios e claro, o melhor do rock and roll!
Atrações:
– Poison Gas
– The Producers
– final do “Palco Claro que é Rock”
– Daparte
– Bauxita e banda Black Belt
Entrada: gratuita

Dia do Rock no Boulevard – Show da Banda Sgt Pepper
Quando: 13 de julho, sexta-feira
Horário: a partir das 19h30
Local: BeGreen, Piso 2 do Boulevard (Av. dos Andradas, 3.000)
O que: Na data em que se comemora o Dia do Rock, o Boulevard Shopping preparou uma programação especial, com show da Sgt. Pepper, famosa banda cover dos Beatles
Entrada: gratuita

 

 

Bloco dos Camisas Pretas
Quando: 14 de julho, sábado
Horário: a partir das 12h
Local: Rua dos Guajajaras, 1722 – Barro Preto
(entre as ruas Araguari e Paracatu, atrás do Fórum Lafayette)
O que: O Bloco de rock mais famoso de BH realiza mais um encontro, cercado de paz, amor e muito rock n´roll, com apresentação de sete bandas. Realização: Stonehenge Rock Bar
Atrações:  
– Krisiun (RS)
– Surra (SP)
– Evil Matchers (MG)
– Drowned (MG)
– Lurex (MG)
– Pesta (MG)
– Overthrow (MG)
Entrada: gratuita, mediante a doação de 1 litro de leite.
É preciso retirar o ingresso aqui.

Dia do Rock Stonehenge Rock Bar
Quando: 14 de julho, sábado
Horário: a partir das 22h
Local: Stonehenge Rock Bar (Rua Tupis, 1448, Barro Preto)
O que: O 2º tempo da festa do dia do rock vai rolar no Stonehenge, sede e coração da cena roqueira de BH.
Atrações:
– Simple Floyd (Pink Floyd)
– Os Leviatãs (Led Zeppelin)
– Honky Tonk (Rolling Stones)
Entrada: R$20
Informações: (31) 3271-3476 / (31) 99247-2020

Dia Mundial do Rock – Circuito do Rock & Bud Basement
Data: 14 de julho, sábado
Horário: a partir das 17h
O que: o Circuito do Rock – das casas Lord Pub e Jack Rock Bar – preparou uma grande festa, comemorada de forma grandiosa no Bud Basement
Local: Rua Itambé, 200, Floresta
Atrações:
– TIANASTÁCIA
– Velotrol
– Lurex (Queen Tribute)
– Poison Gas
– Singles (Pearl Jam)
– Ca$h
Ingressos: R$40 (2º lote – ÚLTIMOS INGRESSOS – antecipado pelo Sympla) / R$40 (2º lote) / R$50 (3º lote)
Informações: 3223-0090
Fizemos uma matéria sobre essa festa pro BH Cult. Confira aqui.

Riviera na Serenata
Quando: 13 de julho, sexta
Horário: às 17h
Local: Serenata (Avenida Getúlio Vargas, 691, Savassi)
O que: A banda Riviera faz show em homenagem ao dia do rock, tocando os grandes sucessos do EP “Somos Estações” e singles já lançados. A apresentação marca também a estreia oficial do baterista David Maciel. Além dele, fazem parte Vinícius Coimbra (vocalista e guitarrista), Rapha Garcia (baixista) e Rafa Giácomo (guitarrista).
Entrada: gratuita

Categorias
Música
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