QUEERENTENA: EXPOSIÇÃO MOSTRA OBRAS DE ARTISTAS LGBT

QUEERENTENA: EXPOSIÇÃO MOSTRA OBRAS DE ARTISTAS LGBT

Será a primeira exposição digital idealizada pelo Museu da Diversidade Sexual (MDS)
Freepik

A partir de 25 de maio, Queerentena, primeira exposição digital idealizada pelo Museu da Diversidade Sexual – MDS, ficará disponível para acesso no site da instituição e na plataforma Cultura em Casa. A data foi escolhida porque comemora o aniversário de oito anos do MDS – primeiro equipamento cultural da América Latina relacionado à temática LGTBI+.

“Nosso objetivo é que o conteúdo cultural disponibilizado na plataforma seja amplo e diverso. É difusão cultural para todos e acesso 100% gratuito. E o Museu da Diversidade Sexual contribui com essa iniciativa de forma criativa e emblemática”, afirma Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte, Organização Social que gere a instituição.

O MDS abriu uma chamada pública para participação de artistas e, das quase 400 inscrições recebidas – vindas de todas regiões brasileiras e também de países como Portugal e Alemanha -, foram selecionados 31 artistas e um coletivo, totalizando 60 obras.

A Mostra foi criada para que artistas LGBTI+ mostrem como estão criando e discutir o momento de isolamento social devido à pandemia de Covid-19. A curadoria, composta por profissionais reconhecidos e atuantes na causa LGBTI+, narra que um ponto em comum entre a maior parte dos trabalhos recebidos é a discussão sobre como a sociedade está passando por experiências que já são vivenciadas cotidianamente por pessoas LGBTI+, como a solidão, insegurança, ansiedade e isolamento.

As discussões também podem se associar de alguma forma à luta LGBTI+ contra a epidemia de HIV/AIDS iniciada nos anos 1980, quando não havia estudos suficientes e pouco se sabia sobre suas características, o modo de contaminação e os avanços possíveis da ciência na contenção do vírus. Outros trabalhos metaforizam a imagem das máscaras, que se antes podiam ser vistas como algo que serve para esconder, hoje são símbolos de segurança e proteção.

Todos os trabalhos foram criados no período da pandemia e reúnem linguagens artísticas diversas como fotografia, colagem digital, ilustração (desenho e arte digital), pintura em aquarela e guache, escultura, fotoperformance, pintura, combinação de desenhos manuais com digitais, videoperformance, videodança, técnicas mistas de desenho e fotografia, gravação em áudio, pintura em fotografia, giz oleoso e desenho.

Os trabalhos são de artistas de São Paulo (capital e interior), Curitiba (PR), Londrina (PR), Rio de Janeiro (capital), Brasília (DF), João Neiva (ES), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Belém (PA).

Confira alguns trabalhos:
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