PEDRO MORAIS CELEBRA A CARREIRA EM SHOW COM PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

PEDRO MORAIS CELEBRA A CARREIRA EM SHOW COM PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

O cantor se apresenta nesta sexta, 25, no Centro Cultural Minas Tênis Clube
Crédito Frank Bitencourt

No dia 25 de maio, sexta, o cantor mineiro Pedro Morais se apresenta, às 21h, no teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube com um show que vai fazer um apanhado geral de seus três discos: Pedro Morais (2006), Sob o Sol (2010) e Vertigem (2013).

É uma boa fase, e ele tem muito o que comemorar! Na estrada há 20 anos, o músico se prepara para lançar o quarto disco – Poema Noturno, está de volta com o Cobra Coral, tem vários shows e parcerias legais para realizar este ano e pretende lançar um novo álbum autoral em 2019.

“Quem for ao show, pode esperar uma noite massa, com muita energia e um repertório com músicas dos meus três discos. Tô comemorando 12 anos do lançamento do meu primeiro álbum, então vai ser uma noite bem legal, com participações especiais da Marina Machado, querida amiga, e do Teago Oliveira, da banda Maglore, com quem já tive oportunidade de dividir o palco algumas vezes”, conta.

Músicas como “Pedro vai”, “Bilhete” e “O que for já é” não vão ficar de fora do repertório. “São sempre muito pedidas pelo público”, explica o cantor.

Reprodução Facebook

No show desta sexta, Pedro estará acompanhado pelos músicos Lenis Rino (bateria), Vinilôva (baixo), Marcelo Guerra (guitarra), Marcus Nogueira (teclados). “Fazer show com banda é muito massa, né. A diversão começa em poder tocar com os amigos, rola um outro tipo de energia já que tem mais gente tocando, mais gente fazendo barulho. E essa energia é necessária”, comenta.

Ele também pretende fazer uma parte só com voz e violão para poder cantar músicas mais intimistas, um formato que ele considera mais livre. “É um caminho para fazer o repertório do jeito que eu penso, posso pular músicas, antecipar, tocar uma que sinto que é o momento de acordo com a vibe do público”.

Em sua trajetória artística, Pedro já dividiu o palco com Milton Nascimento, Lenine, Tulipa Ruiz, Moska, Nina Becker, Max de Castro, Lô Borges, Toninho Horta, Flávio Venturini, Beto Guedes, Chico Amaral, Ná Ozzeti, Mônica Salmaso, Ron Carter, Wayne Shorter, Juarez Moreira, Túlio Mourão, Vander Lee, Chico César, Nivaldo Ornelas, Murilo Antunes, Weber Lopes, Sérgio Santos, Flávio Henrique entre tantos outros.

Mercado da música

A autonomia é o grande benefício que os artistas e bandas autorais tem hoje no mercado fonográfico, segundo o cantor. “Muita gente conseguiu montar seus próprios home studios, ter uma estrutura básica de gravação, conseguindo produzir coisas em casa, com uma autonomia maior. Sinto isso por parte dos cantores e das bandas que não dependem mais de grandes estruturas para lançar seus projetos. Isso é muito legal! Porque volta no processo hand made, cada um fazendo com sua própria mão, compondo, criando, desenhando, bolando, tirando fotos, fazendo seus próprios vídeos, essa coisa manual, do artesão, que é interessante também”.

“A gente tem mudado tão frequentemente a indústria fonográfica, o mainstream, a cultura como um todo vai mudando de acordo com os ciclos e as crises que a gente tem, como a da queda de vendas de CDS e DVDS, com a redução drástica desse tipo de consumidor. Hoje tem novas plataformas, novas mídias, novos formatos para os materiais e para as carreiras. A sensação que me dá é que sou da geração de passagem, além de ter vivido uma mudança radical dos últimos 15 anos, também tenho experimentado na prática essa mudança toda”.

Para Pedro, hoje existe uma preocupação maior em ser o mais sincero possível com o trabalho que faz. “É o encontrar seu lugar ao sol, saber para quem você fala, do que fala. Passar por todos esses processos foi bom, estou mais maduro para poder botar a coisa para andar numa outra velocidade. Tive filho, sai de uma produtora, fiquei sozinho uns anos, entrei para outra produtora. É um processo de amadurecimento e reconhecimento de suas capacidades, daquilo que você dá conta e do que não dá, e eu boto muita fé nisso. Esse movimento é muito produtivo e necessário para todas as gerações, para sempre se renovar, encontrar uma nova forma de fazer música e caminhar junto ao tempo”, conta.

Novos projetos

O cantor está preparando um disco baseado no show Poemas Noturnos de Drummond, projeto que nasceu por meio do Sesc Minas Gerais, para musicar poemas de Carlos Drummond de Andrade e apresentar-se no do “Dia D”, em 2017, que homenageou os 115 anos do poeta itabirano.

Este espetáculo acabou sendo visto pelo neto de Drummond, que elogiou o artista e fez da família parceira na produção do disco que será lançado no 2º semestre.

“Estou produzindo junto com Barulhista e Richard Neves e estou muito feliz com o resultado. Os poemas estão lindos e talvez, eu componha mais uma ou duas músicas para esse disco”, diz.

Não é a primeira vez que Pedro envereda pelo mundo da poesia. Ele também já musicou “Bilhete”, texto de Mário Quintana, publicado em 1980 no livro “Esconderijos do tempo”.

Para 2019, também teremos novidades. “Ano que vem vou lançar um novo disco autoral e estou vivendo esse momento tão cheio de coisas ao mesmo tempo ne. Tem Cobra Coral voltando, fazendo shows, estou sempre produzindo algo de novo para o público. Tem muita coisa boa ainda para acontecer ”, comemora.

Para o show de sexta, os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro ou pelo site www.eventim.com.br.

Anote!

Data: 25 de maio, sexta-feira
Horário: 21h
Local: Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia 2.244 – Lourdes)
Classificação: livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 12h às 19h
Online: www.eventim.com.br
Informações na página do evento no Facebook

 

 

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Música
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