MARIANA XAVIER FAZ DR EM PEÇA NO CINE THEATRO BRASIL

MARIANA XAVIER FAZ DR EM PEÇA NO CINE THEATRO BRASIL

“O Último Capítulo” terá única apresentação nesta sexta, 26
Crédito: Páprica Fotografia

Por causa de um apagão, o casal Berenice e Dagoberto, sem nada para fazer no meio da escuridão, resolvem discutir a relação. Esse é o mote de “O Último Capítulo”, peça apresentada nesta sexta, 26 de outubro, às 21h, no Cine Theatro Brasil Vallourec

No elenco estão Mariana Xavier e Cleber Salgado. A atriz ficou conhecida por seus papéis nos filmes “Minha Mãe é uma Peça I e II” e “Gostosas, Lindas e Sexies”, além das novelas “I Love Paraisópolis”, “Além do Horizonte” e “A Força do Querer”.

A peça conta a história de um casal em crise: Berenice, uma romântica e sonhadora diarista apaixonada por novelas, e Dagoberto, um desempregado crônico fanático por futebol. Berê chega do trabalho ansiosa para curtir o último capítulo de sua novela preferida, mas um repentino apagão acaba com seus planos de acompanhar o desfecho do folhetim.

A história se passa num tempo em que não há celular, nem internet: resta ao casal, então, conversar. O público acompanha uma divertida e dramática DR de um casal que se ama, mas que acha que chegou a hora de se separar.

Através de flashbacks, Berenice e Dagoberto vão reavaliando sua relação e chegam à conclusão de que seu casamento também é uma grande novela, e que também pode estar no último capítulo.

ENTREVISTA

Conversamos com a atriz Mariana Xavier, que também é assina a produção da peça. Confira:

Crédito: Páprica Fotografia

BHCult:  A peça é conduzida por uma DR do casal. Na sua opinião, uma DR é importante? Pode mesmo ajudar um casal ou você acha que é só uma discussão boba?
Mariana Xavier: Eu acho que o diálogo é de extrema importância, mas as pessoas pecam na forma de introduzir esse diálogo ou de não introduzir. A DR se tornou uma coisa tão temida porque as pessoas não vão conversando sobre pequenas coisas que são importantes num relacionamento e acabam juntando, varrendo para debaixo do tapete toda as coisas. Aí, a DR vira um horário marcado para lavar roupa suja acumulada de muito tempo. Acho que assim realmente vira um problema, e é o que acontece com a Berenice e o Dagoberto. Acho que se, desde o início, eles se colocassem um para o outro sobre si mesmo, sobre suas expectativas, medos, dores, bagagens de suas trajetórias individuais, as coisas não teriam chegado a esse ponto.

BHC: De que forma os personagens lidam com isso. Como a DR influencia na convivência e no futuro deles?
Mariana: No caso deles, como tinha muita coisa guardada, a DR acaba levando para um momento decisivo da relação. A gente faz esse paralelo, do “último capítulo da novela” que a Berenice deseja ver e não consegue por causa da falta de luz, e a vida deles, que vai para essa sensação também de último capítulo. O público fica acompanhando essa relação nessa expectativa: “Será que a Berenice vai perdoar o Dagoberto? Será que eles vão ser felizes para sempre”? Acho que através da comédia, a gente leva as pessoas a refletir sobre isso, né, sobre o quanto a gente fecha os olhos para as coisas que são importantes na relação. A TV – a gente tem uma pegada vintage porque não tem celular nem internet na história – acaba sendo o que isola esses dois que, ao invés de conversar, se afundam na realidade televisiva, seja ele no futebol ou ela na novela. Hoje em dia, se fizéssemos uma transposição com a internet, ela às vezes nos aproxima de quem está longe, mas também pode nos afastar de quem está perto. A gente deixa de conversar, de dar atenção para o sentimento do outro.

BHC: Você disse que tem orgulho de fazer as pessoas rirem com um texto que não tem palavrão nem baixaria. Como você descreveria a linguagem da peça? E porque pensaram nesse formato?
Mariana: Também sou produtora da peça e quando quis voltar a fazer teatro, me preocupei muito com isso. Tinha algum tempo que não fazia teatro adulto, meu último espetáculo foi infantil e queria achar um texto que fosse popular, comercial, que tratasse de algum assunto com o qual as pessoas se identificassem, mas que fosse um texto acessível para todas as pessoas. Tenho um público infantil muito grande, principalmente por conta do “Minha Mãe É Uma Peça” e queria que elas também pudessem me ver, mesmo sendo originalmente para o público adulto. Eu realmente acredito nisso, que é possível fazer comedia sem apelação, é possível tirar graça de situações do cotidiano que todo mundo já tenha passado ou visto alguém passar, sem precisar da palavra de baixo calão, da apelação sexual, tenho muito orgulho disso. Na nossa temporada recente em São Paulo, fazíamos um bate papo sempre na 1ª sessão de sábado e algumas vezes estavam lá com várias gerações da mesma família. Elas mesmo diziam que era raro ter um espetáculo que em pudessem ir com a família toda. Isso me deixa muito feliz porque acho que estão faltando programas que unam a família.

Crédito: Páprica Fotografia

BHC: O que as pessoas podem esperar do espetáculo?
Mariana: Muita diversão, risadas, abdômen malhado da melhor maneira possível – com gargalhadas, sem precisar ir pra academia -, rs.. É um espetáculo que as pessoas não sentem passar. Nesse momento tão tenso que estamos vivendo, nessa atmosfera toda muito turbulenta por causa de política, acho que mais do que nunca estamos precisando ter momentos de descontração, ilhas de prazer em que a gente possa deixar de lado um pouco os problemas e as divergências, os dramas da nossa própria vida e nos divertir com essa história, sair de lá mais leve, para voltar a encarar a realidade. Tô muito feliz de estar em BH, tenho muito carinho por Minas porque frequentei muito o estado na minha infância e adolescência. Finalmente tenho a oportunidade de trazer minha peça pra BH. Será uma única apresentação e espero que seja inesquecível para todos nos. O final feliz de Berenice e Dagoberto eu não posso garantir, mas o final de semana mais feliz de quem for ao teatro, eu garanto.

Escrito por Alexandre Morcillo e Clóvis Corrêa e dirigido por Márcio Vieira, O Último Capítulo é uma idealização da própria Mariana Xavier que assina a produção do projeto junto com Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo, que já passou por mais de quinze cidades e diversas temporadas no Rio de Janeiro, chega a capital mineira, com a produção local da Sílvio Ferreira Produções, para divertir ainda mais o público.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro ou pelo site Eventim, com preços que variam de R$35,00 a R$90,00.

Anote!

Espetáculo O Último Capítulo
Com Mariana Xavier e Cleber Salgado
Data: 26 de outubro, sexta-feira
Horário: 21h
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec
Endereço: Av. Amazonas, 315 – Centro, Belo Horizonte
Ingressos:
Plateia I – R$90 (inteira) / R$45 (meia)
Plateia II – R$70 (inteira) / R$ 35 (meia)
Vendas:
Na bilheteria do teatro ou pelo site Eventim
Classificação: 10 anos

Na internet:
Facebook: @oultimocapitulo
Twitter: @oultimocapitulo
Instagram: @oultimocapitulo

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