GRUPO MARIA CUTIA APRESENTA “AUTO DA COMPADECIDA”

GRUPO MARIA CUTIA APRESENTA “AUTO DA COMPADECIDA”

Companhia mineira celebra a primeira parceria com o diretor Gabriel Villela
Crédito Tati Motta

Nos dias 5 e 6 de outubro – sábado às 21h e domingo às 19h, o Grande Teatro do Sesc Palladium recebe a peça “Auto da Compadecida”, com o grupo Maria Cutia.

O espetáculo mostra o Brasil atual, a partir de personagens e situações que ganham acento ainda mais sarcástico do que os encontrados na dramaturgia original.

A tradição circense, aliada a outras linguagens populares, dá o tom do espetáculo, que agrega ao texto de Ariano Suassuna pitadas brechtianas e um olhar contemporâneo.

Inspirado na abordagem mítica brasileira do herói sem caráter, o Maria Cutia narra, em cena, as aventuras pitorescas de João Grilo e Chicó que começam com o enterro e o testamento do cachorro do Padeiro e de sua Mulher e acabam em uma epopeia milagrosa no sertão envolvendo o clero, o cangaço, Jesus, Maria e o Diabo.

É a primeira parceria do grupo com o diretor Gabriel Villela. “Não somente a escrita para teatro, mas os romances têm uma capacidade muito grande de assimilação da identidade, da alma da nossa cultura, da nossa essência. E eu consegui enxergar o Maria Cutia dentro da fábula, dentro dessa linguagem. O grupo tem essa veia da cultura popular, além de qualidade artística e estética muito grande. Trabalhar com o Maria Cutia é um retorno às minhas origens”, diz.

Crédito Tati Motta

“No verão deste ano o Gabriel me ligou e sugeriu montarmos o Auto da Compadecida. E aqui estamos nós!”, lembra Leonardo Rocha, ator e fundador do Maria Cutia.

Nessa versão de “Auto da Compadecida”, o Maria Cutia une diversas linguagens. O teatro de revista serve de pano de fundo para paródias sobre o Brasil atual. O teatro musical também se soma à montagem, que tem sua trilha inspirada, especialmente, na Tropicália. “Alegria Alegria”, de Caetano Veloso, e “América do Sul”, de Ney Matogrosso, estão entre as canções que narram a trajetória de Chicó e João Grilo.

Em cena, também se percebe claramente a estética barroca que Gabriel Villela costuma apresentar em seus trabalhos. “Suassuna é um gênio da dramaturgia mundial, está no mesmo padrão de Cervantes, Calderón, Gil Vicente. Auto da Compadecida é, sem dúvida, o texto mais conhecido do teatro brasileiro e Gabriel Villela, com sua batuta barroca, misturada a outras linguagens, transformou-o numa peça atemporal, cosmopolita, universal”, diz Leonardo Rocha.

Além da peça, haverá também o lançamento da coleção de roupas do Auto da Compadecida da Cena Vestida, parceria entre o fotógrafo Guto Muniz e a estilista Silma Dornas. O duo cria peças exclusivas inspiradas nas imagens de Guto.

O espetáculo, que tem realização do Ministério da Cidadania e Governo Federal, compõe a Temporada Pólobh 2019 que assegura a circulação, em Belo Horizonte, de grandes nomes das artes do Brasil e do Mundo, com produção executiva local da Pólobh, patrocínios locais do Instituto Unimed-BH e Pottencial Seguradora, apoio BS2 Banco e MIP Engenharia e Localiza Hertz como locadora oficial, viabilizados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Crédito Tati Motta

Anote! 

Auto da Compadecida
Data: 5 e 6 de outubro (sábado às 21h e domingo às 19h)
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) – R$ 25,00 (meia entrada)
Vendas: https://www.ingressorapido.com.br/  ou na bilheteria do teatro (Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro – BH)
Informações: (31) 3270-8100
Classificação: 12 anos
Duração: 80 minutos

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