EXPOSIÇÃO CELEBRA OS 20 ANOS DO TEATRO MARÍLIA

EXPOSIÇÃO CELEBRA OS 20 ANOS DO TEATRO MARÍLIA

A mostra tem entrada gratuita

Um dos mais emblemáticos espaços da capital mineira, o Teatro Marília, terá sua história retratada pela pessoa que inspirou seu nome. Marília Salgado, filha do ex-governador Clóvis Salgado (1906-1978), assina a curadoria da exposição “Teatro em Construção: o Marília nos seus primeiros 20 anos”.

A exposição foi inaugurada no dia 12 de novembro e fica em cartaz até o dia 3 de março de 2019, com entrada gratuita, podendo ser visitada de segunda a quinta, das 10h às 18h; de sexta a domingo, das 10h às 20h.

Por meio de textos curtos, imagens e lembranças de alguns daqueles que estiveram envolvidos no fazer teatral e que fazem parte da memória da cidade de Belo Horizonte, a mostra traz uma narrativa baseada em três aspectos fundamentais da construção do teatro: o físico, que destaca a construção do primeiro espaço destinado às artes cênicas; o artístico, que ressalta os grupos e artistas mineiros que se dedicaram a estudar, pesquisar e levar espetáculos de alta qualidade ao palco do Marília; e ainda, o aspecto político, que traz a importância do teatro para a construção de uma resistência ao regime militar.

“O Teatro Marília tem uma importância histórica para a produção local, para os artistas e para o público de Belo Horizonte. Revisitar essa trajetória que se iniciou nos anos 60, em pleno período de resistência, nos faz reafirmar o nosso compromisso com o zelo, a manutenção e a ocupação deste espaço, com uma programação intensa e plural. Além disso, nos alegra ver que hoje o Marília segue sendo espaço de articulação dos artistas e grupos culturais da cidade que ali se encontram para refletir sobre suas pautas”, afirma o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira.

A mostra é promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura.

O TEATRO

O Marília foi construído no início da década de 1960 pela Cruz Vermelha de Minas Gerais, cujo presidente era Clóvis Salgado. A ideia foi construir um teatro de palco italiano, dedicado especificamente às artes cênicas. Belo Horizonte na época só contava com o Francisco Nunes e o teatro do Instituto de Educação.

Ainda em construção, estreou sua primeira peça, “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, e a segunda, “Mulheres”, de Clare Booth Luce. A par dos espetáculos montados por diretores e atores de Minas, as companhias profissionais do Rio de Janeiro e de São Paulo vinham apresentar-se com frequência no Marília. Anualmente, o público mineiro assistia a espetáculos de grandes nomes da cena nacional como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Cacilda Becker e Walmor Chagas, Sérgio Brito, Sérgio Cardoso, Ítalo Rossi, Eva Tudor, Beatriz Segall, Paulo Gracindo, entre outros.

Durante o período da Ditadura Militar de 64, integrantes da classe teatral formaram grupos de resistência à censura que muitas vezes se reunia em suas dependências, principalmente no Stage Door, para organizar atividades variadas de enfrentamento à restrição da liberdade.

No porão, funcionou o Teatro Escola da Cruz Vermelha, fundado e dirigido por Priscila Freire, com cursos de interpretação, estética, movimentação cênica, improvisação e outros tantos mais. No teatrinho do espaço, com seus 80 lugares, havia intensa atividade, com ensaios, aulas e apresentações, sempre lotadas, com sessões matinais, vesperais, noturnas e uma especial, chamada Sessão Maldita, à meia-noite.

Peça Oito Mulheres

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Exposição 20 anos do Teatro Marília
Data: até 3 de março de 2019
Visitação: de segunda a quinta, das 10h às 18h; de sexta a domingo, das 10h às 20h
Local: Teatro Marília (Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia)
Entrada gratuita

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