ESPETÁCULO CELEBRA A CARREIRA DE ELZA SOARES

ESPETÁCULO CELEBRA A CARREIRA DE ELZA SOARES

Musical terá duas apresentações no Cine Theatro Brasil Vallourec
Crédito: Léo Aversa

Sete atrizes negras sobem ao palco para uma homenagem à cantora Elza Soares: a protagonista Larissa Luz, acompanhada de Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim.

Este é o musical “Elza”, que terá duas apresentações no Grande Theatro Unimed-BH do Cine Theatro Brasil Vallourec, dias 24 e 25 de novembro, sábado, às 20h e domingo, às 19h.

Juntas, evocam a figura de Elza Soares e personificam a trajetória da cantora carioca. Em cena, com uma banda formada por seis mulheres musicistas, tocam, ao vivo, as principais canções que embalaram as seis décadas de carreira da artista.

Na montagem, as atrizes se dividem ao viver Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso – apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha – que protagonizou com ela um notório relacionamento.

Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de “Elza” foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica.

Da mesma forma que músicas recentes como A Mulher do Fim do Mundo e a emblemática A Carne e Maria da Vila Matilde se misturam aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Se Acaso Você Chegasse, Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia.

“A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, conta Vinicius Calderoni, autor do texto, que leu e assistiu a infindáveis entrevistas que a cantora deu ao longo da vida.

Crédito: Léo Aversa

O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se encontra no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.

Vinícius Calderoni chama a atenção para a coletividade presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. “Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é”, conta.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com os diretores musicais, e o maestro Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios.

O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: Ogum, de Pedro Luís, e Rap da Vila Vintém, de Larissa Luz. Se a escolha de Pedro Luís para a função foi referendada pela própria Elza – que gravou e escolheu um verso do compositor para nomear seu último disco – Larissa Luz já estava envolvida com o projeto desde o seu embrião.

O texto, inédito, é assinado por Vinícius Calderoni (5 a Seco) com direção de Duda Maia (Auê), direção musical de Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet. Além disso, o maestro Letieres Leite, da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, tais como LamaO Meu GuriA Carne e Se Acaso Você Chegasse.

O projeto foi idealizado por Andrea Alves, da Sarau Agência, a partir de um convite da própria Elza e de seus produtores Juliano Almeida e Pedro Loureiro. Nacionalmente, o espetáculo tem o patrocínio da REDE.

Na capital mineira, “Elza” é uma realização da 17ª edição do Festival Teatro em Movimento, com o patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo de 4,7mil médicos cooperados e colaboradores da Cooperativa, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Anote!

“Elza”
Data: 24 e 25 de novembro, sábado às 20h e domingo, às 19h
Local: Grande Theatro Unimed-BH do Cine Thaeatro Brasil Vallourec
(Av. Amazonas, 315 – Centro, Belo Horizonte)
Ingressos:
Plateias I e II: Inteira: R$ 60,00 / Meia entrada: R$ 30,00
Balcão: R$ 50,00 / Meia entrada: R$ 25,00
Ingressos: www.eventim.com.br ou na bilheteria do teatro
Informações: (31) (31) 3201.5211 ou (31) 3243.1964
Realização: Teatro em Movimento
Duração: 120min
Classificação etária: 14 anos

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