EMPODERAMENTO: ILUSTRAÇÕES MOSTRAM A FORÇA DA MULHER

EMPODERAMENTO: ILUSTRAÇÕES MOSTRAM A FORÇA DA MULHER

Conheça e se encante com os desenhos dessas três mulheres maravilhosas

Todo mundo conhece a imagem que ficou conhecida como Rosie, importante símbolo feminista criado durante a Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos, mas que foi amplamente difundido na década de 70.

O cartaz, considerado hoje como um ícone, foi exibido apenas em uma fábrica do meio oeste da Westinghouse Electric and Manufacturing Company, nos EUA com a frase “We Can Do It!” (“Nós podemos fazer isso!”).

Essa talvez tenha sido a primeira ilustração feminista a que se tem notícia… Mas de lá pra cá, o empoderamento invadiu as linhas dos desenhos para dar seu recado e a arte tem cedido, cada vez mais, espaço para o que enaltece a força da mulher.

Hoje em dia é muito comum ver vários tipos de trabalho com esse tema, uma abertura importante para se discutir este assunto tão relevante, ainda mais nos tempos atuais, em que assistimos a discursos cada vez mais antigos e ultrapassados.

Navegando na internet, conheci o trabalho de três artistas que me encantaram e emocionaram profundamente. São ilustrações que mostram o cotidiano, trazem frases de incentivo e a realidade da mulher nos tempos atuais.

Por isso, resolvi conversar com cada uma delas e apresenta-las aqui, para dividir com vocês este encantamento. Acredito que tudo que pudermos fazer para difundir e divulgar ações em prol do empoderamento feminino deve ser feito. Todas nós juntas, fazendo a nossa parte! Ninguém solta a mão de ninguém, não é mesmo?
Então, vamos lá:

Carol Rosseti (BH)

Carol começou a desenhar bem pequena, como toda criança. “A diferença é que continuou sendo um interesse forte na minha vida, mesmo depois de adulta”, conta. Em 2011, ela se formou em design gráfico e em 2013 decidiu retomar a ilustração.

Mas foi em 2014, quando conheceu o projeto Mulheres que começou a desenhar em prol do empoderamento. “Já vinha lendo sobre feminismo há um tempo e comecei com ilustrações e textos motivacionais retratando histórias de amigas e mulheres próximas a mim”.

Para Carol, representatividade e diversidade estão sempre presentes em seu trabalho. “Acho que é uma questão de responsabilidade de profissionais que lidam com imagens e histórias. Essas narrativas moldam nossa ideia de normalidade, é isso que, a longo prazo, define o que nossa cultura aceita, tolera, respeita. E, se queremos mudança, é preciso explorar isso no nosso trabalho diariamente”, explica.

Sobre os trabalhos de maior destaque, Carol conta que seus desenhos são como filhos: “não amo nenhum mais que outro”. Mas, segundo ela, os mais recentes acabam sendo mais representativos do momento presente, e agradam mais porque sempre há um desenvolvimento técnico. “Um que gosto bastante é este”:

Sobre:
Designer gráfico e ilustradora, possui dois projetos autorais – o Mulheres e o Cores – de grande repercussão online; faz artes comissionadas, ilustrações de livros e participação em eventos; já expus no TEDWomen 2015 (Monterey) e no TEDx Vinhedo 2015.
Site: https://www.carolrossetti.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/carolrossettidesign/

Isadora Brandelli – (Rio Grande do Sul)

Isadora também começou desenhando desde criança, mas foi com 17 que decidiu levar isso a sério, entrando na faculdade de artes visuais. “Lembro que eu não curtia muito a vida acadêmica e num dia que choveu muito, eu resolvi faltar aula, quis experimentar uma aquarela que eu tinha comprado e nunca tinha usado. Amei tanto pintar daquele jeito que no mesmo dia eu tranquei a faculdade e fiquei experimentando em casa mesmo”, conta.

Ela hoje mantém o projeto Isadora Não Entende Nada que, no começo, pintava sempre animais e os poemas mais voltados ao amor romântico. “No meio disso eu fiquei dois anos bem mal com síndrome do pânico e crises de ansiedade diárias e quase não criei nada. Quando fui saindo disso tudo, eu queria muito aprender a desenhar mulheres, isso já fazia falta para mim. Porque nesse processo eu percebi que tinha me perdido muito de mim e que muito do que me fazia sofrer era em consequência do machismo e de ser mulher. Foi natural mudar o assunto porque era o tema que eu preciso trabalhar naquele momento. Eu precisava e ainda preciso me empoderar e me encontrar cada vez mais”, explica Isadora.

Ela conta que, quando pensa, escreve e desenha sobre o empoderamento feminino, se sente mais forte também. “Eu preciso de todas as frases que acompanham minhas ilustrações. Começa por aí. Mas quando eu compartilho com as mulheres, elas também começam a refletir e se curar, e isso para mim é ouro. Quando recebo mensagens das pessoas falando que aquilo ajudou, é isso que eu quero fazer. E esse assunto nunca é demais. Estamos há anos nessa sociedade machista e que oprime as mulheres. Não são só os homens que foram criados com comportamentos machistas, nós também fomos, nós precisamos desconstruir tudo isso e entender muita coisa que tá errada e que não percebíamos antes”, afirma.

E o retorno que recebe de tudo que faz é lindo! “A maioria absurda é de mulheres e para mim esse retorno faz eu enxergar o meu trabalho de fora. É difícil entender o que eu faço, porque sou eu fazendo, sobre coisas que eu vivo. Mas quando alguém me manda alguma mensagem é como se eu pudesse me olhar pelos olhos dessa pessoa. E para mim é incrível que toque desde adolescentes até mulheres com mais de 60 anos. Acho que é porque todas nós passamos pelas mesmas coisas, independente da fase da vida que estamos”.

Sobre os desenhos mais marcantes, ela conta que achou que ia ser difícil pensar nisso, mas quando foi dar uma olhada nas coisas, viu que era óbvio.

O primeiro é o da “Despedida do Medo”: fiz há mais de dois anos e ainda é a que mais me representa, a que preciso mais. Fiz depois de uma cerimônia de cura e foi num momento em que me senti podendo respirar de novo depois de anos. O medo finalmente estava indo embora. Ainda é uma caminhada, mas começou ali então é importantíssima para mim!

O segundo é Se Vejo Mulheres Incríveis: “essa é uma das últimas que fiz e nesse dia eu estava sentindo muito como o poder das mulheres juntas é imenso. Eu nunca fui muito de grupos de mulheres, achava que era chato e besteira, que ignorância a minha… Quando comecei a frequentar algumas coisas pontuais que era só pra mulheres, nunca me senti tão em casa. Aquela sensação de segurança e poder ser você mesma. E assim comecei a entender também o quanto é importante se inspirar em mulheres que a gente admira. Na nossa história sempre, os homens são poderoso e conseguem tudo que querem, e ver mulheres incríveis chegando no topo nos dá vontade de chegar lá também, para servir de inspiração às mulheres que estão a nossa volta também”.

Sobre:
Em suas obras, essa representatividade feminina ganha um viés político em sua produção, aliada ao feminismo e também à luta LGBT, retratando casais lésbicos.
Site: http://www.isadoranaoentendenada.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/isadoranaoentendenada/

Helena Morani – (Rio de Janeiro)

Para Helena, desenhar era a brincadeira preferida quando criança. “Falava que quando crescer queria ser desenhista, hahaha… Mas, profissionalmente, comecei em março do ano passado”.

E o tema empoderamento veio logo depois. “Pouco tempo depois que comecei a desenhar, senti necessidade de falar sobre o assunto. Acho muito importante contribuir para a elevação da autoestima das mulheres também”.

A ilustradora conta que este tema, o empoderamento, já faz parte dela. “O que eu fiz foi compartilhar a forma que eu pensava com as pessoas. É importante que as mulheres se sintam confortáveis umas com as outras, parar de se enxergarem como rivais porque é isso que sempre nos ensinaram”, explica.

Uma das melhores coisas, para Helena, é o retorno que recebe. “É maravilhoso, para mim, essa interação. Receber mensagens de mulheres falando o quanto minhas artes e textos ajudam, não tem preço. Mudam o meu dia”, comemora.

Sobre os trabalhos mais especiais, ela destacaria o primeiro que fez sobre feminismo que teve bastante retorno – “porque foi aí que eu tomei coragem para falar sobre o assunto e mostrar esse meu lado” -; e o que fez falando sobre o “corpo ideal”.

Sobre:
Instagram: https://www.instagram.com/helenamorani/

Veja outros trabalhos das três ilustradoras:

Se você conhece outras ilustradoras com a mesma pegada, conta aí pra gente nos comentários!!! <3

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