CORAL LÍRICO DE MINAS GERAIS COMEMORA 40 ANOS

CORAL LÍRICO DE MINAS GERAIS COMEMORA 40 ANOS

Apresentações acontecem nos dias 28 - gratuita - e 29 - a preços populares
Crédito Paulo Lcerda

Criado em 17 de abril de 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais comemora 40 anos em 2019 e se consolida como um dos grupos artísticos mais tradicionais do estado. A comemoração será em grande estilo: o CLMG sobe ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes em edições especiais das séries Lírico ao Meio-Dia e Lírico em Concerto, nos dias 28 e 29 de maio.

O corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado recebeu, no início do ano, o título de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado, mais um motivo para celebrações! A sanção da Lei 23.246, de 2019 foi publicada no Diário Oficial do Estado em 5 de janeiro de 2019.

O programa vai reunir as composições Magnificat, de Felix Mendelssohn, Mirjam’s Siegesgesang, de Schubert, e Liebeslieder Waltzes, de Brahms, além de coros de grandes óperas, como Carmen e o Pescador de Pérolas, sob regência do convidado, o maestro argentino Hernán Sanchéz.

As apresentações também contam com participação de Cenira Schreiber, pianista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Fred Natalino, pianista acompanhador do Coral Lírico de Minas Gerais, e da solista convidada Andréa de Paula (soprano). O naipe de percussão da OSMG também estará presente em momento especial do concerto.

O repertório foi pensado para proporcionar ao público uma experiência que vai além da sonoridade da música coral. De acordo com Lara Tanaka, regente titular do CLMG, todas as obras escolhidas possuem características marcantes, que permitem ao Coral Lírico uma dinâmica diferente na composição cênica.

“As obras exigem interpretações ainda mais expressivas do Coral, pois são canções que tratam de sentimentos muito distintos. Em Liebeslieder Waltzes, de Brahms, temos canções de amor para vozes e piano a quatro mãos. Há especulações de que a motivação de Brahms para esta composição foi seu amor frustrado pela pianista Clara Schumann, esposa do compositor Robert Schumann”, destaca.

Crédito Paulo Lcerda

Emoção também é o que marca a obra Magnificat, de Felix Mendelssohn. A música sacra manteve uma posição de grande importância em toda a carreira de Mendelssohn. Destinado tanto à igreja quanto à sala de concertos, suas obras sacras recebem influências judaicas. “Polêmicas à parte, durante sua vida, Felix foi sem dúvida um compositor de música sacra altamente aclamado. Mendelssohn compôs essas obras no ano de sua morte em 1847”.

O compositor alemão Franz Schubert é amplamente conhecido por suas canções e sinfonias. Em Mirjam’s Siegesgesang, obra que vai contar com a participação da solista convidada Andréa de Paula (soprano), Schubert explora um formato próximo à linguagem do oratório ao abordar o tema bíblico da fuga dos israelitas do domínio egípcio. Lara Tanaka explica que o texto do poeta Franz Grillparzer foi adaptado para solo de soprano em diálogo com coro a quatro vozes e piano.

“A parte da solista expressa o papel de Miriã, a profetisa que liderou as mulheres de Israel com música, danças e um poema de louvor a Deus. O diálogo entre a solista, coro e a refinada composição pianística criam imagens quase visuais da passagem com a aproximação das tropas do faraó, abertura do mar vermelho e a libertação dos hebreus. O nível de elaboração e amplitude do tratamento do tema sugerem que seria uma peça sinfônica cuja orquestração Schubert não chegou a completar”, finaliza.

Com direção cênica do pesquisador e professor Ernani Maletta, a disposição dos coristas sairá do tradicional padrão de duas fileiras de homens e mulheres e apostará em outras possibilidades. Ora serão trios de cantores, ora grupos separados por classificações vocais, entre outras variações, explorando a acústica do Grande Teatro e as singularidades das composições.

Para Ernani, a ideia é criar uma poesia sonora e visual no palco. O diretor, que foi responsável por uma pesquisa sobre a trajetória do Coral Lírico quando a Fundação Clóvis Salgado comemorou 35 anos em 2006, pretende criar um espetáculo visual, aproximando o público das obras que o Coral vai interpretar. “Cada composição desse repertório tem uma singularidade. Acompanhei os ensaios e percebi como essas músicas exigem interpretações muito mais expressivas dos coristas. Então, a ideia de mudar o posicionamento do coro no palco é uma forma de transformar esses concertos em grandes espetáculos visuais e sonoros para o público”, destaca.

Já estiveram à frente do Coral Lírico de Minas Gerais renomados regentes como Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade, sendo Lara Tanaka a atual regente titular.

Anote!

LÍRICO AO MEIO-DIA
Local:
 Grande Teatro Palácio das Artes
Data: 28 de maio (terça-feira)
Horário: 12h
Entrada gratuita

LÍRICO EM CONCERTO
Local: Grande Teatro Palácio das Artes
Data: 29 de maio (quarta-feira)
Horário: 20h30
Ingressos: R$20 (inteira); R$10 (meia-entrada)
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537
Informações para o público: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br

Categorias
Música
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