CIRCUITO “É DOCE” REÚNE CHEFS MULHERES PELA CONFEITARIA

CIRCUITO “É DOCE” REÚNE GRANDES CHEFS MULHERES EM PROL DA VALORIZAÇÃO DA CONFEITARIA

Roteiro será realizado durante o mês de outubro, em Belo Horizonte; Estabelecimentos criaram receitas inéditas com cacau

Há alguns anos temos percebido um crescente  movimento da confeitaria em BH e para demonstrar todo o poderio de uma confeitaria feita com técnica, criatividade e afetividade grandes chefs se reuniram e criaram um roteiro voltado exclusivamente para a valorização e a promoção da confeitaria: o Circuito É Doce. As múltiplas faces desta arte culinária serão apresentadas durante todo o mês de outubro pelas mãos de nove mulheres, que comandam a cozinha de sete estabelecimentos da capital: Ambar Chocolate, Bolo Nosso, Doce Leva, Doce que Seja Doce, La Parisserie, Mercado Grano e Roça Grande.

Idealizado pela chef confeiteira Luana Drumond, da Doce que Seja Doce, o Circuito vai fazer uma verdadeira viagem pelas diversas técnicas e estilos da confeitaria. Cada chef preparou uma sobremesa especial, dentro da sua identidade, e usando um ingrediente comum: o cacau. Para deixar o circuito ainda mais especial, escolheram um chocolate mineiro, feito – do grão à barra – pela Ambar Chocolate. O produto é assinado pela chocolatier Renata Penido e produzido pelas chefs Helena Avelar e Izabela Garcia. “A ideia foi unir pessoas que fazem um trabalho autêntico na confeitaria e que buscam caminhar juntas, cada uma ao seu estilo ”, destaca Luana.

Nós fomos convidadas a conhecermos, em primeira mão, as grandes estrelas deste circuito, as sobremesas e foi muito impressionante conhecer as sobremesas e perceber que apesar de terem o mesmo ingrediente principal os sabores e texturas são absolutamente diferentes e igualmente deliciosos.

Um passaporte para o roteiro será vendido a R$ 100 em todos os estabelecimentos participantes, dando direito a experimentar todos os doces e ainda levar, ao final, duas barras do chocolate usado como matéria-prima em todas as receitas. Os pratos não serão vendidos separadamente, justamente para incentivar as pessoas a conhecerem todo o circuito.

Doces com personalidade

A diferença de estilos  pode ser observada em toques delicados. A chef patissière Mariana Correa, da La Parisserie, por exemplo, usou técnicas francesas para destacar todos os elementos do cacau: em fruta, em nibs, em pó, e em barra. A sobremesa “Bean to bar” é uma tartelete com base de paté sucré de amêndoas, com recheio de brownie e gel de cacau, deixando um sabor mais ácido. Por cima, uma ganache com tuille de nibs de cacau.

Maria Clara Magalhães, da Bolo Nosso, criou uma receita de bolo de chocolate com mel e um toque de laranja, rum, nibs de cacau e ganache. Enquanto isso, Mariana Gontijo, chef do Roça Grande, elaborou uma sobremesa com bolo sorvete, bolo de chocolate e calda quente, que faz referência a uma receita que era feita pela sua mãe. Usou ingredientes diferenciados como cachaça, creme de leite fresco e mel.

Isabela Guimarães, da Doce Leva, por sua vez, produziu uma cheese cake de chocolate com mousse de polpa de cacau. Fernanda Pfeilsticker, do Mercado Grano, criou uma torta com cinco camadas: crocante de cacau, ganache de chocolate ao leite, crocante de nibs de cacau, creme de baru com caramelo e flor de sal e uma ganache de chocolate meio amargo. “Imaginei as camadas de terra com cacau por cima de tudo, montadas de uma forma bem rústica”, conta.

Luana Drumond, por fim, abusou das intensidades dos três chocolates Ambar. Na receita “Chocolate, chocolate, chocolate”, a chef fez um brownie de chocolate 70%, um bolo cremoso de chocolate ao leite e farofa crocante de cacau meio amargo – além de uma calda de chocolate que é despejada sobre o doce na frente do cliente.

Valorização do setor

Para Fernanda Pfeilsticker, a iniciativa do Circuito é inovadora pois a confeitaria sempre foi relegada a uma segunda instância da gastronomia, no Brasil. “Muitos restaurantes não têm sequer um ambiente adequado para a produção de sobremesas. É importante mostrar o potencial da confeitaria, levar um público novo aos lugares. Esse movimento aqui em Minas tem chamado atenção do setor nacionalmente e queremos aproveitar esse momento para mostrar aquilo que temos de bom”, destaca.

Luana explica ainda que o chocolate Ambar foi escolhido justamente por ser um produto artesanal feito em Minas, com toda a técnica “bean to bar”, ou seja, da amêndoa à barra. “As receitas mostram toda a versatilidade do chocolate em receitas autorais inéditas, cheias de história e sabor”, resume Helena Avelar, uma das produtoras do Ambar.

Confira as docerias e pratos participantes:

Ambar Chocolate – Chefs Helena Avelar, Izabela Garcia e Renata Penido
Chocolate “bean to bar” mineiro, usado como ingrediente em todas as receitas do circuito. Se destaca por acompanhar todo processo produtivo, desde a amêndoa (vinda do Vale Potumuju/BA) até a barra, valorizando não só os diferentes sabores presentes em cada terroir do cacau, mas também as pessoas responsáveis pela qualidade das amêndoas que chegam para a produção. Para o circuito, foram usadas as versões de chocolate ao leite 42% com cumaru, chocolate 70% cacau e chocolate dark milk 55%.

Bolo Nosso – Chef Maria Clara Magalhães
Prato: Bolo Chocomel (Bolo de mel, com toque de laranja e rum, e nibs de cacau.
Uma massa fofíssima e molhadinha, com o toque crocante dos nibs de cacau, finalizada com ganache intensa de chocolate 70%)
Endereço: Rua Montes Claros, 207, Carmo Sion.
Horários: Reservas de segunda a quarta, pelo whatsapp 99619-4088. Retirada às sextas e sábados.

Doce Leva – Chef Isabela Guimarães
Prato: Torta Origem (Os vários tons do cacau lembram a sua origem: a fruta. Tem uma base açucarada com cacau 100%, cheesecake de chocolate ao leite com cumaru, mousse de polpa de cacau, ganache de chocolate 70%, e decorado com pralinê de nibs de cacau)
Endereço: Av. Afonso XIII, 535, Gutierrez
Horários: Terça a sexta, de 13h às 18h30. Sábado, de 10h às 14h.

Doce que Seja Doce – Chef Luana Drumond
Prato: Chocolate, chocolate, chocolate (Brownie de chocolate 70%, bolo cremoso feito com chocolate 55% cacau com leite e farofa crocante de cacau. Servido com calda ao leite quente, na frente do cliente)
Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 304, Savassi
Horários: Terça a sexta, de 11h às 19h30. Sábado e domingo, de 9h às 20h.

La Parisserie – Chef Mariana Correa
Prato: Tartelete Bean to Bar (Utiliza todas as possibilidades do cacau, desde a fruta até o chocolate. Base de paté sucré de amêndoas, com recheio de brownie 70% e gel de cacau, que deixa um sabor mais ácido característico da fruta. Por cima, uma ganache de chocolate 55% e uma tuille de nibs de cacau)
Endereço: Av. dos Bandeirantes, 1299 – Loja 27 – Anchieta
Horários: Terça a sexta, de 13h às 19h. Sábado, de 10h às 14h.

Mercado Grano – Chef Fernanda Pfeilsticker
Prato: Torta Terroir (Camadas que passeiam pela terra aonde nasce o cacau. Massa crocante de cacau, ganache cremosa ao leite, crumble de nibs, creme de pralinê de Baru com caramelo e ganache de meio amargo. Mini cacauzinho recheado de cumaru para finalizar a experiência)
Endereço: R. Niágara, 320 – Jardim Canadá, Nova Lima – MG
Horários: Sábado, de 9h às 18h. Domingo, de 9h às 17h.

Roça Grande – Chef Mariana Gontijo
Prato: Doce Mariana (Uma homenagem aos dois dos doces preferidos da chef na infância: um bolo de chocolate batizado por sua mãe de Bolo Mariana, servido sobre uma fatia de bolo sorvete e coberto por uma calda quente de chocolate 70%, cachaça, mel e raspas de chocolate ao leite)
Endereço: Rua dos Timbiras, 1944, Centro
Horários: Segunda a sexta, de 9h às 19h30. Sábado, de 9h às 15h.

Anote!
Circuito É Doce
Data: 1 a 31 de outubro de 2019
Passaporte: R$ 100 (à venda nos estabelecimentos participantes)

 

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destaqueGastronomia
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