BRUNO MAZZEO APRESENTA DIÁRIO DE UM CONFINADO

BRUNO MAZZEO APRESENTA DIÁRIO DE UM CONFINADO

Nova série vai ao nar na Globo, no Multishow, na Globoplay e em pilulas na GNT
Divulgação TV GLobo

Sabe esse misto de sensações, altos e baixos, que todos nós estamos enfrentando por causa da pandemia? É exatamente esse o mote da nova série de Bruno Mazzeo, Diário de Um Confinado.

Ela conta a história de Murilo (Mazzeo), que precisa ficar confinado por causa da pandemia de coronavírus e começa a lidar com uma vida completamente “remota”. A partir daí, diversas situações – desde as mais simples como pedir uma pizza – viram um drama mexicano.

Bruno contracena (remotamente, claro) com nomes como Arlete Salles, Debora Bloch, Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Lúcio Mauro Filho, Renata Sorrah – que interpreta sua mãe, por exemplo.

Cred. Glauco Firpo

Tudo em família

A série foi criada por Mazzeo e sua esposa, Joana Jabace, que faz a direção artística, com um projeto de dramaturgia idealizado para a quarentena, com todas as limitações que o isolamento social requer, seguindo todas as normas de segurança.

“Temos na mesma casa um autor que também é ator e eu, que sou diretora. Usamos essa nossa especificidade a favor da arte. Acredito que o artista tem que se reinventar de acordo com as necessidades do tempo em que vive. Foi assim que tivemos a ideia deste projeto. O tipo de humor que o Bruno faz é engraçado, mas tem melancolia. E nos interessa falar deste momento que estamos vivendo de um jeito leve, mas também realista”, conta Joana.

Para ser colocado em prática em dias de isolamento, ‘Diário de um Confinado’ foi planejada de acordo com o protocolo de segurança elaborado pela emissora, com uma série de cuidados para evitar a exposição dos profissionais.

Joana dirigiu presencialmente o marido, enquanto o restante do elenco foi dirigido à distância. Os atores convidados aparecem em chamadas de vídeo, mas também fizeram eles mesmos a captação de suas cenas com um kit de gravação, preparado para uso individual.

Seguindo os mesmos protocolos de proteção dos Estúdios Globo, as etapas de montagem e preparação foram conduzidas remotamente com uma equipe multidisciplinar. Para garantir um resultado de qualidade, todo o processo foi acompanhado virtualmente pelo time de Tecnologia, que disponibilizou os materiais de captação e deu suporte na montagem e nas configurações.

É a primeira vez que esse tipo de produção utiliza celulares com câmeras de alta performance para captação, além de soluções de monitoramento à distância e o controle completamente remoto da transferência de arquivos em nuvem para armazenamento e edição.

Conversamos com o ator Bruno Mazzeo sobre a nova série e como foi a expriência de fazer algo desse tipo.
Confira:

Divulgação TV Globo

BH Cult: Como surgiu a ideia de escrever ‘Diário de um confinado’?
Bruno Mazzeo: A ideia veio da Joana. Já estávamos vivendo o confinamento, ela ainda trabalhando em ‘Segunda Chamada’, remotamente, e eu pensando em trabalhos mais à frente, porque estava organizado para só atuar este ano. Aí ela trouxe essa ideia: “e se pensarmos em algo que a gente possa gravar aqui em casa? Você escreve e atua, eu dirijo”. Começamos, então, a pensar em crônicas de uma pessoa confinada. Chamei a Rosana Ferrão, minha parceira no ‘Cilada’, pensamos no formato e chegamos nesse, de fazer um diário com situações que a gente passa no confinamento, com algumas neuroses, paranoias…

BHC: Alguma das situações vividas por Murilo nesse período de isolamento já aconteceram com você? Você se vê de alguma forma nesse personagem que criou e vai interpretar? Ou se inspirou em pessoas próximas?
Bruno: Como tudo o que escrevo, sobretudo quando escrevo sob o olhar da crônica, normalmente tem um pé na autobiografia e na de cada um que está participando comigo. Tem um ditado italiano que eu gosto muito que diz que “na arte tudo é autobiográfico”, porque tudo vem de sensações minhas, de referências que recebo do mundo, coisas que vivo, que os amigos vivem. Este é um programa que busca uma identificação. Ao mesmo tempo, ele tem pitadas de uma loucurinha, que é o que a gente está vivendo, com sentimentos alterados, entre a euforia e a melancolia. E é aí que entra a carga do humor. Mas a ideia é partir sempre da realidade.

BHC: É um trabalho com uma equipe envolvida, mas todo feito remotamente. Quais foram os desafios para colocar esse projeto, que, do início ao fim, acontece durante o isolamento, no ar?
Bruno: Da minha parte, a única coisa que já era feita assim, de casa, e que eu faço muito, é o texto. De resto, tudo foi novidade! Desde uma prova de figurino por chamada de vídeo, com a figurinista olhando meu armário e montando o Murilo com o meu guarda-roupa, até o gravar e editar em casa. Gravar com os filhos aqui, com a vida real seguindo… Olha, desafio não faltou. Adaptamos a nossa casa e, ao mesmo tempo, adaptamos algumas coisas no texto também para coisas que a gente tinha aqui. Tem ainda o desafio da dramaturgia: não teve uma fuga, uma cena ali na esquina, não teve um personagem que chega. Usamos tudo aqui de dentro, nas nossas possibilidades, mas sem poder usar um efeito especial, por exemplo. E esses desafios tornaram esse trabalho ainda mais prazeroso e animador.

BHC: Como foi feita a escolha do elenco?
Bruno: É um elenco muito em casa, são pessoas muito próximas, a gente se frequenta. Próximas a mim, ou à Joana ou aos dois. Curiosamente, até que enfim pude contracenar com a Nanda (Fernanda Torres), depois de um fazer texto do outro. E tive a honra de fazer cenas pela primeira vez com Arlete Salles e Renata Sorrah, que estão entre minhas atrizes preferidas. Com Nanda e Lucinho (Lúcio Mauro Filho) o fato de termos total intimidade ajudou muito. E, finalmente, realizei o desejo de contracenar com Débora Bloch, mesmo que em condições completamente diferentes das de um set normal.

Divulgação TV GLobo

BHC: Dá pra tirar alguma aprendizado dessa pandemia, na sua opinião?
Bruno: Se tem uma coisa boa que veio com essa pandemia, para mim, foi a união da família. Durante boa parte desse tempo, as crianças ficaram felicíssimas, porque eles nunca têm a oportunidade de estar só com pai e mãe o tempo todo como tem acontecido. Mas tem as dificuldades do momento também: trabalho, as tarefas domésticas, eu com meu filho mais velho longe, a Joana longe dos pais. Acho que isso também fez a gente ficar muito unido, nos ajudando e convivendo harmonicamente. O trabalho vem coroar isso. Estamos vivendo o orgulho de ter feito esse projeto que nos uniu 100%: gravando, cuidando das crianças, arrumando a cama, sendo contrarregra, continuista… Acho que isso é o que há de mais positivo. Além de estar há um tempo sem sofrer com jogo do Vasco, o que não deixa de ser um grande alívio (risos).

BHC: O que o público pode esperar de ‘Diário de um Confinado’?
Bruno: O público pode esperar uma crônica de costumes. Não somos uma série de arco de personagem. ‘Diário de um Confinado’ são crônicas separadas por assuntos e vivências, porque é como a gente está vivendo agora, nessa variedade de sentimentos e acontecimentos. Passamos por muitas fases dentro de um confinamento, né? Eu já vivi muitas coisas nesse período: a frustração pela interrupção de projetos; meu aniversário, o aniversário de todos os meus filhos, já tive momentos de tédio, desesperança, depois esperança, desesperança de novo, um trabalho que começou e que vai acabar. São muitos acontecimentos e aprendizados. Essas crônicas falam de mim, e espero que de todos nós. Está engraçado, está humano. É, realmente, um olhar cômico sobre essa tragédia que estamos vivendo. No texto a gente não fala da doença, apesar de o personagem viver momentos de paranoia. Mas estamos focados nos costumes: um cara lidando com a solidão, com as tarefas domésticas, um cara tentando não enlouquecer. Como eu.

‘Diário de um Confinado’ é uma criação de Joana Jabace e Bruno Mazzeo. A obra é escrita por Bruno Mazzeo, com Rosana Ferrão, Leonardo Lanna e Veronica Debom, e tem direção artística de Joana Jabace.

A série multiplataforma será exibida no Globoplay, na TV Globo aos sábados de julho, no Multishow e ganha pílulas ao longo do mês no GNT.

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