BH CULT INDICA: KKFOS - %%%%

BH CULT INDICA: KKFOS

Quando me falaram sobre o KKFOS pela primeira vez, disseram assim: “É um som mais pesado do que você tá acostumada a ouvir, mas acho que vai gostar”… E gostei...

Quando me falaram sobre o KKFOS pela primeira vez, disseram assim: “É um som mais pesado do que você tá acostumada a ouvir, mas acho que vai gostar”… E gostei mesmo! Sabe quando você começa a ouvir um som e fica tão vidrada nele que num consegue parar de ouvir? Foi assim quando comecei a ouvir o Klownstrophobia.

14409874_404820149641820_5434073967104043693_oFormada por Thiaggo Tayer (vocais e guitarra), Vinicius Fiumari (baixo), Vinicius Lira (guitarra) e Aldrin Salles (bateria), a banda apresenta um álbum conceitual produzido no estúdio Toth por Danilo Souza e Fernando Uehara (Bullet Bane) e masterizado no El Rocha por Fernando Sanchez (CPM-22). São 10 músicas inéditas que tem como fio condutor uma peculiar sonoridade, transitando entre o stoner rock, indie, grunge e punk.

O disco, viabilizado por meio de um bem sucedido financiamento coletivo (crowdfunding) que obteve 103% de adesão, já está disponível em plataformas online e ganha uma versão física em CD, à venda no show n’a Autêntica. Conversamos com a banda sobre o lançamento do álbum e o show desta sexta:

marina jacome

Cred. Marina Jacome

BH Cult: Como surgiu a ideia de montar a banda? Há quanto tempo existe? 
KKFOS: A banda surgiu de uma vontade insaciável de se dar vazão a ideias próprias no meio da música. Em meados de 2013, eu (Thiaggo Tayer) comecei a buscar novas sonoridades e aventureiros disponíveis para essa empreitada, mas bem no início era só curtição. Quando a ideia passou a exigir mais dedicação, fechamos a primeira formação da banda. No final de 2014 após uma série de shows e algum reconhecimento, ocorreu uma mudança de formação que persiste até hoje. Já se vão 4 anos de muita broderagem e muito som!

BHC: Do início pra cá, o que mudou no som de vocês? 
KKFOS: Pode-se dizer que a essência do som continua a mesma, o que mudou de verdade foi a experiencia e o entrosamento da banda. Com o tempo, os integrantes ficaram mais próximos e isso influencia diretamente na sonoridade. Acredito que a maior mudança ocorreu mesmo no live, a banda hoje em dia tem outra cara quando sobe nos palcos.

17757149_505326126257888_7230040014204935402_nBHC: Como é ser uma banda autoral em BH? Quais as maiores dificuldades? E o que tem de mais legal? 
KKFOS: Ser independente em qualquer lugar e em qualquer tipo de arte é bastante desafiador. Em BH a realidade não é diferente, apesar de existirem pessoas maravilhosas que estão sempre comprometidas a darem sangue pra fazer os rolês acontecerem. Houve um tempo, mais próximo ao inicio da banda, em que parecia que o público ainda não estava completamente à vontade pra ouvir som autoral. Mas parece que esse cenário está cada vez mais mudado, seja pela mudança no panorama de divulgação das próprias bandas (que tem um pouco mais de facilidade de escoamento dos trabalhos por meio das redes sociais), seja pelo interesse crescente do público.

BHC: Vocês fizeram um financiamento coletivo para gravar o disco Klownstrophobia. Qual a importância de uma iniciativa como essa para uma banda autoral hoje em dia?
KKFOS: Sem o financiamento coletivo seria muito difícil, senão impossível, conseguir gravar nosso primeiro álbum com pessoas tão incríveis como Fernando Ueraha, Danilo Souza (Bullet Bane – Estúdio TOTH) e Fernando Sanches (CPM22 – Estúdio El Rocha), e atingir uma qualidade tão boa – inclusive, mil agradecimentos à todos os apoiadores! O financiamento coletivo é uma ótima ferramenta para se conseguir um objetivo, que de partida seria inatingível. Acho que serve também como um termômetro para se entender quem realmente pagaria de antemão para contribuir com o seu trabalho e ainda acaba virando uma forma de divulgação. Não é uma alternativa fácil, mas não acredito que exista uma. Pra nós, esse projeto também serviu para organizarmos e estabelecermos nosso próprio cronograma. Esse projeto não sairia do papel e muito menos teria êxito se nós não investíssemos um tempo para organizar e planejar. E, claro, como não é só organização que basta, cada membro da banda também estava afinado e mais do que disposto a fazer essa empreitada bem-sucedida. O crowdfunding tem que ser incentivado, apoie um amigo ou alguém que te toque, certamente esse artista lhe será grato para sempre.

17918087_517009211756246_2786729173979333296_oBHC: Como foi pra vocês esse processo de construção do álbum (composição, gravação, mixagem)? 
KKFOS: As composições foram feitas com muita calma e muita paciência. Esse processo durou meses, até que estivéssemos com tudo ajustado e pensado. Nesse ínterim, íamos testando ao vivo a reação do publico para com as composições novas. Antes de irmos para a campanha de gravação em São Paulo, fizemos uma pré-produção, de forma caseira mesmo, pra já chegarmos lá com algumas coisas mais bem pensadas/organizadas.

 

Ouça:
https://open.spotify.com/album/6HjZL4g0rP0Qc0FcOdAdmF

Categorias
BH Cult Indica
Comente pelo Facebook

RELACIONADOS POR