BH CULT INDICA: BANDA DEVISE

BH CULT INDICA: DEVISE

No Dia do Rock, publicamos uma matéria com o jornalista Marcos Tadeu (leia aqui), que, entre outras coisas, listou cinco bandas mineiras que tem movimentado a cena rockeira. Uma...
Crédito Mariana Prados

No Dia do Rock, publicamos uma matéria com o jornalista Marcos Tadeu (leia aqui), que, entre outras coisas, listou cinco bandas mineiras que tem movimentado a cena rockeira. Uma delas era a Devise, nossa convidada de hoje na coluna BH Cult Indica.

Tendo como base o rock alternativo e britpop – presente no som de nomes como Oasis, Smiths, The Stone Roses, Strokes, Black Rebel Motorcycle Club e Velvet Underground – a banda também não esquece suas raízes na música mineira do Skank e de Lô Borges.

Devise tem dois álbuns lançados. O primeiro, Lume, em 2014 e o último, Petricor, em maio de 2017. O cuidado e o refinamento nas produções dos trabalhos apresentados pelo quarteto são alguns dos diferenciais. E o som é “bom demais da conta mesmo”, em mineirês pra confirmar, rs.

Tanto, que chamou atenção do Jornal O Globo, que os incluiu na lista da “nova geração da música brasileira”. A Devise também foi escolhida por projetos de relevância na cena independente, como o Popload Session e o mundial Converse Rubber Tracks.

A banda é formada por Luís Couto (Vocais/Guitarra), Bruno Vieira (Guitarra), Bruno Bontempo (Contrabaixo) e Daniel Mascarenhas (Bateria). Conversamos com o vocalista sobre a trajetória da banda e o cenário do rock atual. Confere aí:

Crédito: Phellipe Guimarães

BH Cult: Como surgiu a banda?
Luis Couto: Aconteceu de maneira muito natural. Eu e o Daniel tocamos juntos há muitos anos, acho que desde 2004 ou 2005, porque tínhamos uma banda em nossa cidade natal (Bom Despacho/MG). Mesmo já não morando mais na cidade, a gente se encontrava em alguns fins de semana no mês com mais dois amigos pra tocar músicas de bandas que a gente gostava. Eu já tinha algumas músicas engavetadas (algumas delas foram pro “Lume”) e em 2010 a gente, de certa forma, saturou de tocar cover e decidimos trabalhar essas músicas. Nessa época, eu morava em São João del Rei e conheci o Bruno Vieira na faculdade lá. Fiz um convite pra ele gravar umas guitarras comigo e a sintonia foi muito boa. No dia seguinte, ele já era o guitarrista da banda e completamos o time com o Rafa Carvalho, um amigo sanjoanense muito querido, que foi nosso primeiro baixista. Passamos por algumas mudanças até que o Bruno Bontempo assumiu os nossos graves. E desde então seguimos nessa formação.

 

BHC: Vocês dizem que tem influência do britpop. Porque escolheram esse estilo?
LC: Escutamos muitas coisas e a gente gosta de sentir influências diferentes nas músicas. Viemos cada um de uma “escola” e buscamos aproveitar disso de maneira positiva. É uma característica interessante saber misturar, respeitando algumas “regras fundamentais” de cada estilo. Mas o britpop é sim nossa principal referência, sem dúvidas. Eu não sei se foi uma escolha. Acho que é porque é uma interseção muito forte entre nós quatro e também me formou musicalmente desde muito novo. Como as composições da banda, em geral, começam comigo, é inevitável. Eu me lembro muito bem de, aos 11 anos de idade, descobrir e me tornar um fã fanático do Oasis e a partir disso foi uma estrada sem volta. O caminho se abriu pra bandas como The Verve, Blur, bandas “Madchester” como o The Stone Roses, Happy Mondays, Charlatans, e todas aquelas outras bandas incríveis que a Creation Records lançou. E isso continua. Fico muito feliz quando surge uma nova banda que bebe nessa fonte. Em 2016, descobrimos os australianos do DMA’s e eles já são uma influência importante pra gente. Eu poderia citar mil hipóteses do porquê do britpop, mas eu não sei o real motivo. É uma coisa que já faz parte de mim, é algo parecido com o que a gente tem com o Clube da Esquina ou o Skank aqui em Minas. Já foi para o inconsciente e é muito forte.

BHC: E o rock feito em Minas hoje em dia? Como vocês avaliam esse cenário?
LC: A gente acompanha muito de perto o som feito em Minas. Vamos bastante aos shows das bandas locais e ouvimos muita coisa feita aqui. A gente se sente diretamente influenciado por esses artistas. Eu considero que estamos na melhor fase do rock do nosso estado. Tem muita coisa de diferentes vertentes, com muita qualidade e muita verdade que, pra gente, é a coisa mais importante de um trabalho autoral. Além disso, hoje a gente tem mais espaços e eventos pra tocar também. Temos a Autêntica, A Obra, o projeto Jack Experience (do Jack Rock Bar), Matriz, eventos como o Experimente, Breve, Transborda, SENSACIONAL, Sarará, Música Quente e várias outras iniciativas. É muita coisa acontecendo e isso favorece e incentiva as bandas.

Crédito: Mariana Prados

BHC: Se pudessem citar outras bandas mineiras de rock que gostam, quais seriam?
LC: São muitas. Vamos limitar a apenas bandas porque artista solo não vai caber na matéria de tanta gente boa que tem, rs. Mesmo assim, com certeza vou acabar esquecendo algum artista daqui que a gente gosta: Kill Moves, Radiotape, Daparte, Young Lights, Moons, Qairo, Miêta, The Dead Pixels, Roboto, Elízia, Oceania, Lobos de Calla, KKFOS, OTSD, Rallye, Carather, Siberia, Valv, Sci Fi, Erotic Travelers. Tem muita banda incrível em BH!


 

Crédito: Mariana Prados

Conheça:
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