BH CULT INDICA: BANDA DESORQUESTRA

BH CULT INDICA: BANDA DESORQUESTRA

03/06/2016 0 Por admin bhcult

A partir de hoje, começamos no blog uma nova coluna, a BH Cult Indica. A ideia é mostrar o que existe de melhor por aí, de verdade. Para inaugurar a nova sessão, conversamos com a banda Desorquestra, um dos sons mais incríveis e deliciosos que ouvi recentemente por aqui…

A primeira vez que vi (e ouvi) a banda, foi no projeto de música autoral Jack Experience, do Jack Rock Bar e logo de cara, eles me chamaram muito atenção. Achei ousado eles se apresentarem com um naipe de metais, o que, na minha opinião, deixa tudo muito mais interessante.

Outra coisa que me conquistou foi que eu me diverti tanto durante o show, eles fazem um rock com pegada de ska, muito dançante e envolvente. É difícil você curtir um show de música autoral quando não conhece nenhuma música nem nunca ouviu falar da banda, mas a sensação que tive foi que eu sabia tudo, porque eu fiquei maravilhada, fiquei felizona mesmo.

Então, se você quer se sentir feliz e ouvir música boa, tem que conhecer a Desorquestra. Batemos um papo com Léo Sommerlate, vocalista da banda, que nos contou um pouco da trajetória e das influências. Confere aí:

BHCult:. Como surgiu a ideia de montar a banda?
Léo Sommerlate: O início de tudo veio do encontro dos quatro membros fundadores. Stênio, Lucas, Marcus e Leo, já tinham outros projetos que culminaram na criação de músicas autorais. Disso veio a ideia da criação da Desorquestra. O volume de músicas foi crescendo e entendemos que aquela era a hora de gravar um disco. Então, em 2012, a banda lançou seu primeiro álbum e começou a trilhar seu caminho.

BHC: Como descreveriam o som que fazem?
LS:
A gente se uniu por conta do Ska. Mas, inegavelmente, cada um já chegou com suas diversas influências. O rock é uma raiz muito forte na banda, todos beberam dessa fonte. Acredito que temos uma pegada de música brasileira, reggae, jazz, punk rock e surf music. Ou seja, é uma mistura bem servida de ingredientes.

BHC: Quais as inspirações de vocês?
LS:
Temos muitas inspirações, e a cada momento elas se renovam. Esses dias eu e o Marquinho, estávamos escutando muito Novos Baianos. Na adolescência escutamos muito grunge e punk rock. O Stênio já veio da ala do groove rock com Red Hot Chilli Peppers. O Lucas teve sua fase de escutar rock’n roll clássico. Todos gostam muito de Sublime e Los Hermanos também. Uma das últimas coisas que todos têm ouvido é Cage the Elephant. Ouçam o álbum Melophobia.

BHC: A primeira vez que ouvi vcs foi no Jack Experience, do Jack Rock Bar, ano passado, e me surpreendi com o tanto que dancei e me diverti… Geralmente, em show de banda de rock não dá pra dançar muito, mas o show da Desorquestra é muito animado. Vocês acham que isso influencia no sucesso que tem feito com o público?
LS:
Num determinado momento planejamos o nosso show. Depois de um tempinho de banda, percebemos quais músicas e arranjos funcionavam mais e animavam a galera. Começamos então, a esquematizar todo o processo da apresentação. Pensamos num jeito de não dar folga pro público e tentar deixar o show o mais dinâmico e animado possível. Isso começou a dar muito resultado. A música, por si só, pode se representar, mas uma performance pode valorizar muito mais o som da banda. Ainda estamos aprendendo. Mas o show é dos fortes da banda.

BHC: Como vocês avaliam o cenário autoral de BH? Hoje em dia tá mais fácil apresentar um trabalho próprio por aqui? As pessoas estão mais abertas a ouvir?
LS:
Quando começamos a tocar existia um cenário bem efervescido. A cena tinha Fusile, Pequena Morte, Dead Lovers e muitas bandas sensacionais. Logo depois a cena deu uma caída. Mas agora parece que uma nova leva de bandas está surgindo e fazendo as coisas acontecerem. Ter banda hoje, significa ser independente. Mas as bandas dependem muito da cena pra crescerem. Hoje, vejo uma certa dificuldade das pessoas escutarem algo novo. A cena rock/alternativa brasileira é bem mais tímida que a cena dos anos 90 e começo dos 2000. Mas, vejo também, uma carência muito grande das pessoas em relação à música. Muitas vezes, tocamos em algum lugar e depois recebemos diversos comentários de elogios de pessoas de BH que não nos conheciam. Uma vez que a música chegue até as pessoas, a cena desenvolve. Existe uma galera doida pra escutar a música autoral e independente mas acaba não tendo acesso.

BHC: Queria que indicassem outras 3 bandas autorais de BH que vcs acham legal.
LS:
Pode ser mais? Cromosssomo Africano, Iconili, Riviera, Otherside (OTSD), Lively Water, Graveola e o Lixo Polifônico, Djambê, KKFOS, Pequena Morte, Treze Provisório e mais….

Bom, pra quem ficou interessado em ouvir o som da Desorquestra, o que eu recomendo muito. A minha preferida é A arte de esquecer:

SERVIÇO:
Banda Desorquestra
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Instagram: https://www.instagram.com/desorquestra/
Twitter: https://twitter.com/desorquestra
Spotify: https://play.spotify.com/artist/5j0hHxgowjV6xjjnocH049
Soundclound: https://soundcloud.com/desorquestra
Site: http://desorquestra.com.br/