BH CULT INDICA: CARNE NUA - %%%%

BH CULT INDICA: CARNE NUA

A coluna #BHCultIndica de hoje entrevistou a banda Carne Nua ♥ Pra entrar no clima da entrevista, aperta o play aí: https://open.spotify.com/artist/7IOOlamHi0gm3DiP2mIenK Fundada em 2003, a banda é formada por...

A coluna #BHCultIndica de hoje entrevistou a banda Carne Nua ♥
Pra entrar no clima da entrevista, aperta o play aí:
https://open.spotify.com/artist/7IOOlamHi0gm3DiP2mIenK

Fundada em 2003, a banda é formada por Gleyson Fonseca (vocais/violão), Daniel Canhas (guitarra), Marco Coelho (baixo) e David Maciel (bateria e programações). Só vendo mesmo um show da banda pra entender o impacto que as músicas deles podem causar.

Eu, por exemplo, não posso ouvir “Você me fez melhor”, (do disco Entre o Sim e o Não), que me emociono na hora! Vê aí se não é linda demais… (caraca, eu fico muito mexida com essa letra e a melodia… )

A banda possui três álbuns já lançados: Carne Nua, Anamenese e Entre o Sim e o Não. Além de canções de seus trabalhos autorais, nos shows da Carne é possível ouvir ainda belíssimas releituras de sucessos de grandes nomes da música como Cássia Eller, Cazuza, Paralamas, Beatles, Stones, Kiss, entre outros.

11742630_867860623296000_1683227584540984343_nConversamos com o vocalista Gleyson Fonseca sobre mercado autoral, música e os planos da banda, que já tem 14 anos de estrada. Confere aí:

BH Cult: Antes de tudo, lembro que você foi vocalista de uma banda cover do Barão Vermelho, não é? Como foi a mudança pra Carne Nua?
Gleyson Fonseca: Existe muita essa confusão mesmo. Eu fui vocalista sim, de uma banda cover do Barão chamada Carne Crua (título de uma das músicas da banda comandada por Cazuza e Frejat). Depois saí e montei a Falcatrua, nos anos 2000, com o Anderson Guerra.

BHC: E como surgiu a ideia de montar a Carne Nua?
GF: Enquanto estava na Falcatrua, sentia falta de fazer algo mais com a minha cara,  já tinha algumas composições, acabei chamando o Daniel Canhas pra tocar junto e fundamos a CN em 2003. O nome da banda foi inspirado num trecho da música “Eu sou neguinha”, de Caetano Veloso, em que ele canta “carne nua nua nua nua nua…” repetidas vezes e achava isso muito profundo. A princípio, o “carne nua” tem a ver com pele nua, corpo nu, sexo… Mas uma vez um fã fez uma definição que achei muito interessante. Ele disse que o homem era o único ser totalmente desprotegido. Por exemplo, um urso polar tem uma pele que o protege do frio, mas nós, homens, não temos nada parcerido com isso. Somos seres frágeis, então esse seria um outro significado de “carne nua”: fragilidade.

11226168_962299843852077_2267114788803509169_nBHC: Como você definiria o estilo musical do CN e as principais influências da banda?
GF: Rock puro e simples!!! Tem gente que ouve nossas músicas e comenta que achou um pouco de Black Sabath ou Metallica, por exemplo. Mas acredito que é uma grande salada, uma mistura das influências que nós quatro trazemos para a banda mesmo. Eu, por exemplo,  sou fã do Beatles, Stones, Raul Seixas, Rita Lee na época do Tutti Frutti, e isso vem um pouco no som que faço também.

BHC: Nos discos, a banda conta com parcerias com outros músicos incríveis, como Péricles Garcia, Affonsinho, Maurinho Nastácia, etc. Qual a importância desta troca, na sua opinião?
GF: Essa união entre os músicos tem que existir! A maioria hoje tem feito isso, até os grandes, e é preciso agregar porque tá difícil pra todo mundo sozinho. Isso é bom porque o público do outro artista vai me conhecer, vai ouvir a musica e curtir, e isso dá uma aliviada nessa dificuldade que a gente tá passando. Parcerias como essas tem que existir!

BHC: Vcs lançaram ano passado um novo álbum, o Entre o Sim e o Não. Fale um pouco sobre ele.
GF: Já vínhamos trabalhando nele desde 2013, gravando, arranjando e chegamos a fazer o pré-lançamento de um EP com 5 faixas. A ideia era lançar o disco em 2014, mas aí vieram as Eleições, Copa do Mundo, crise agravando em todo o país, sem contar a agenda do nosso produtor, Augusto Nogueira, que acabou ficando apertada por causa das viagens que eles estava fazendo na época para outros trabalhos. Acabamos laçando em maio do ano passado na base do suor mesmo, sem lei de incentivo. São 13 faixas, onze com músicas e 2 incidentais, incluindo a abertura e um poema declamado pela minha filha. As canções são todas de minha autoria e contei, na faixa Trégua, com a participação do Péricles Garcia – na compoisção e na gravação – e do Affonsinho na guitarra. O Maurinho Nastácia cantou comigo na última faixa – Tetas e Mutretas; e tive também a ajuda do Bruno Coimbra na compoisção de Pra você me Ouvir. O titulo do disco tem a ver com a bifurcação em que você se depara em todos os momentos da sua vida: cada decisão muda sua vida pra sempre. Tem a ver com a teoria do caos, o efeito borboleta…

Sem título

BHC: Com 14 anos de estrada, vocês já viveram muitos cenários diferentes da música, principalmente em Minas. Como lidam com isso? E como avalia o cenário hoje?
GF: A gente vai tirando proveito do que é bom, aprendendo com os altos e baixos. Como diria Marquês de Sade: “É na diversidade que o artista cria”. Então, a gente lida dessa maneira, passando por cima dos momentos ruins e seguindo em frente. O mercado atual é o famosos trancos e barrancos né, porque pra uma banda que é conhecida por ter discos autorais, a gente até que toca um bucado, mais já foi melhor. Se as bandas covers reclamam hoje em dia, imagina a gente?!!!  Ta difícil, mas a gente tem que correr atrás, num pode ficar de braços cruzados achando que a coisa vai melhorar sozinha.

BHC: E quais são os planos da banda pra daqui pra frente?
GF: Vamos continuar lançando o disco em outros lugares, viajando com ele. Mas, 2018, será um ano importante pra nós porque vamos comemorar 15 anos de carreira! A ideia é tentar, através da Lei de Incentivo ou de crowdfunding, lançar uma coletânea com músicas de nossos três álbuns + 2 inéditas, e gravar um DVD.

Acompanhe a banda pra ficar por dentro de tudo:
Site Oficial
Facebook: Carne-Nua
Instagram: carnenuaoficial
You Tube: CarneNuaOficial
Spotify: Carne Nua

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