BH CULT INDICA: BANDA QUARTO

BH CULT INDICA: BANDA QUARTO

Disco novo foi lançado na Autêntica

Estava no show do Plutão Já Foi Planeta quando conheci os meninos da banda Quarto (quase toda: Tiago, Pretto e Zé). Eles tinham feito a abertura do show do Plutão na Autêntica, em janeiro, e ficaram amigos. Daí, foram assistir ao outro show, no CCBB, em setembro. Também tava lá, e como conheço um dos Plutões, o Sapulha, combinamos todos de ir tomar uma depois.

No final das contas, não bebemos nada, mas conversei tanto com os meninos que fiquei fã. Nos divertimos muito, falamos sobre música e eles comentaram sobre o disco que iriam lançar em breve: Onde Começa o Infinito.

Pra quem ainda não conhece, a Quarto nasceu em 2017 com o som voltado para MPB contemporânea. A banda é formada por Tiago Timbrado (guitarra e voz), Luquinha (baixo e voz), Zé Cotché (violão e voz) e Pretto Ferreira (bateria).

Conversamos com eles sobre o novo trabalho. Confira:

BHCult: Vocês acabam de lançar um novo disco. Falem um pouco sobre esse projeto.
Lucas Ben: O Quarto começou quando a gente se juntou pra formar a banda de acompanhamento do Zé, no lançamento do seu primeiro disco solo, chamado Luz No Fim do Sonho. Daí, desde os ensaios, a gente percebeu a ligação fácil que a gente tinha, tanto musicalmente quanto interativamente e de amizade. Até por isso, também, surgiu o nome, Quarto, de tudo acontecer quando um quarto elemento se juntou aos outros três. Além de tantos outros sentidos de Quarto, né. O disco é um trabalho de composição desde o início, em 2015, e que provavelmente deve ser o mais eclético entre este e os que vierem, dada a amplitude de formatos de som e letras, propositadamente, para gente mesmo entender que tipo de som a gente vai gostar mais de fazer e quais as reações. É um trabalho de interação, o propósito é ver outros infinitos começarem, porque este nosso já começou.

BHC: O que esse disco representa na carreira da banda?
Lucas: Esse disco é, pra gente, uma forma de se ver além do próprio som. Porque o resultado, pronto, diz mais do que foi deixado de fora do que mantido. Quando a gente cria, depois apresenta para os outros, ajusta, arranja, detalha, ensaia, testa no show, tudo isso é rabisco. É a mão calejada, os olhos cansados, aquela dor prazerosa. O disco é tipo um descanso. É quando a gente para e começa a se ouvir. Então, divagando um pouquinho, é muito sobre o silêncio também. Uma forma da nossa música chegar onde nosso show ainda não chegou e tal…

BHC: Como descreveriam o som da Quarto?
Lucas: Carai, essa é difícil, rs. A gente compõe individualmente, em dupla, em quarteto… O som só acontece de fato no ensaio. É meio maluco o que acontece no estúdio porque tem vez que não dá para acreditar no que era no início. Se isso já deixa a gente perdido, imagina descrever o nosso som, haha. Mas vou tentar: para mim, Lucas, é sensitivo, tem uma felicidade melancólica, ou uma melancolia feliz, o que são coisas diferentes, haha… Mas também tem uma pulsação otimista. O Quarto não é escuro.

BHC: Quem são as grandes influências da banda?
Lucas: As influências são tudo, desde o café com rapadura de manhã até o trânsito pesado… Tudo vira música. Mas ficando nas influências musicais são muito variadas: acho que o Zé e o Tiago têm influências mais parecidas. Passa muito pela MPB, a velha e a nova, o rock inglês é meio geral, o Pretto curte tudo que é nacional, tem uma coisa meio folk que sempre aparece… Eu tenho a impressão de que o que escutamos agora é mais forte do que as bases da infância e adolescência… Não sei, um show ao vivo me pega mais que o documentário dos Beatles, que eu adoro, inclusive.

 

Crédito: Guilherme Leite

Ouça:
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