BH CULT INDICA: BAKA

BH CULT INDICA: BAKA

Músico acaba de lançar o single Linha de Chegada
Crédito Flávio Charchar

Música POP com um leve tom experimental cheio de significados. Essa é a proposta do som feito por Baka, artista mineiro da cena independente que gosta de misturar tendências e criar novidades.

Ele se define como alguém criado para “conectar pessoas através de conceitos. BAKA é sobre ser artista e anti-herói”. O mais legal é que essas referências não ficaram só no aspecto musical, mas expandiram também pro visual dos clipes e do modo como o artista se apresenta.

A ideia é fundir a canção brasileira, o hip-hop de Los Angeles e o minimalismo tecnológico japonês. E o resultado é um som deliciosamente inebriante, como vocês podem conferir no recém lançado single, Linha de Chegada.

“Linha de Chegada” fecha a primeira saga de BAKA e suas quatro cores. Agora, o artista se prepara para lançar um EP com seis faixas, todas com participações, chamado “Tomodachi 友達 vol. 1”. O título é uma palavra da língua japonesa que significa “Amigo”.

Conversamos com ele sobre carreira, sobre música e o que vem por aí. Confira:

BH Cult: Como começou sua carreira? O que despertou sua vontade de trabalhar com música?
BAKA: Sempre fui fã de trilhas sonoras. Adorava a mistura entre os temas, tão populares e a estética orquestral e triunfal. Trabalhei um pouco com trilhas até querer gravar meu primeiro single de canção. Lancei uma música chamada “Carna Belô” no início de 2016, sobre esse movimento daqui que é político e carnavalesco. Depois de um tempo, já senti que aquilo não me definia mais, sempre me senti meio alienígena. Um dia fui apresentado pelo Flavio Charchar ao “Tyler, The Creator”, que se tornou uma grande influência para o som que eu faço hoje. Com ele, também vieram outras influências como “Flying Lotus, Chance The Rapper, Hiatus Kaiyote, Childish Gambino” etc. e um olho mais afiado para a valorização de elementos pop no mercado da música. O que eu quero é trazer esse tipo de pensamento, mas sob a ótica do Brasil.

BHC: Como você definiria o som que faz?
BAKA: Não sei se definiria, ele muda tanto, rs… Acho que classificaria cada música ou talvez um disco (que vem em breve!) “Guarda-roupa”, por exemplo, é meio pop lo-fi, enquanto “Linha de Chegada” vem totalmente de uma sonoridade do trap. Acho que isso tudo que tá acontecendo em BH e no Brasil, por mais que não se comunique em gênero musical, se comunica por algo que é maior. Acho que é esse o estilo e tem que vir daí a definição, da nova cena brasileira como um todo.

BHC: Além do seu próprio som, você trabalha com outras bandas como produtor. Como é isso?
BAKA: Maravilhoso! São várias equipes diferentes, pessoas que me ensinam cotidianamente sobre diversas áreas, além do aprendizado social e do autoconhecimento. O Rosa Neon, por exemplo, se tornou uma fábrica do mundo moderno de hits, porque todo mundo lá dentro se gosta muito e quer muito ver tudo isso lá no alto. Além disso, meu próximo lançamento será um EP com seis músicas, seis participações e produções que não serão minhas. Entre os convidados, Dedé Santaklaus, Koy, Janlusk (Tuyo), Super J entre outros. Vai ser uma nova experiência ser produzido ao invés de produzir.

BHC: Onde busca inspiração pro seu trabalho?
BAKA: Em coisas que fazem a vida valer a pena. Quando eu ouço um grave gostoso de um baixo, pra mim, a vida está valendo a pena. O mesmo vale pra quando eu vejo um super enquadramento psicodélico em um clipe e um olhar cinematográfico para a câmera, a vida vale a pena. É esse sentimento que eu quero alcançar e despertar.

BHC: Você está lançando mais um clipe de um conjunto de quatro. Me conta um pouco do conceito desse projeto todo?
BAKA: São quatro cores, quatro clipes e quatro singles. Cada um traz um processo de reflexão pessoal do anti-herói. O primeiro clipe traz um medo das pedras no caminho que vão aparecer, o segundo uma superação emocional envolvendo o fim de um relacionamento, o papel e poder dos amigos. O terceiro clipe, “Daime e Mel”, o conflito da existência, onde o artista encerra seguro de quem é e de seu poder. Finalmente, em “Linha de Chegada”, BAKA encara seus demônios e enterra o passado para iniciar algo novo. Aí acaba o conceito “baka-rangers”.

BHC: Quais os próximos planos?
BAKA: Depois de ser enterrado vivo em “Linha de Chegada”, rs, um novo BAKA renascerá no próximo lançamento, um EP de seis faixas chamado Tomodachi vol. 1. A palavra “tomodachi” (友達) significa “amigo” em japonês e todas as faixas do disco terão participações de outros cantores, cantoras, bandas e produtores.

Além do trabalho solo à beira da estreia, BAKA é também produtor musical e já assinou faixas com Mariana Cavanellas, Rosa Neon e Peixota.

Confira os outros clipes do projeto:
Daime & Mel: https://youtu.be/yMTCL-3yqpw
Guarda-roupa: https://youtu.be/KAFhdHtngj4
Pré-natal: https://youtu.be/bGD7DMEX0T4

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