AINDA PRECISO FALAR SOBRE O PAUL... - %%%%

AINDA PRECISO FALAR SOBRE O PAUL…

Demorei alguns dias pra conseguir escrever algo que prestasse sobre o show que Paul Maccartney fez em BH na última terça, dia 17 de outubro. Quem me conhece sabe...
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Agência i7

Demorei alguns dias pra conseguir escrever algo que prestasse sobre o show que Paul Maccartney fez em BH na última terça, dia 17 de outubro. Quem me conhece sabe que esse foi mais que um dia especial pra mim: foi O dia! Imagina a sorte de ter um show desses na sua cidade, no mês do seu aniversário? Pois é, eu ganhei esse presente. 

Tirando as canções infantis, os Beatles são a primeira memória musical que tenho. Love me do foi uma das primeiras que ouvi, e que me apaixonei. Na minha casa, a gente tinha discos de vinil dos Beatles, inclusive o lendário álbum branco. Lembro também que, quando surgiu o cd, um dos primeiros que adquirimos lá em casa foi uma coletânea dos FabFour.

Publicado por Paulinha Bicalho em Quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Depois, meu Tio Walter, de São Paulo, gravou pra gente também um CD duplo com as principais músicas deles. Quando me mudei pra BH, em 2000, e não conhecia nada, Free As A Bird era a música que me fazia ficar tranquila… E, ao longo de todos esses anos, em cada fase eu me surpreendia ou relembrava alguma canção que fez parte da minha vida.

Nesse tempo todo, o Paul sempre foi meu beatle preferido. Sempre gostei do jeito irreverente, brincalhão dele e minha paixão foi só crescendo… Mas, nunca, nunquinha na minha vida eu imaginei que, um dia, poderia ter o enorme prazer de vê-lo ao vivo.

22310147_10155917295592722_4188970180086084_nEis que em 2013, Macca anunciou uma turnê mundial passando por BH! Era a minha oportunidade. Na época, minha situação financeira não era das melhores, então, comprei o ingresso mais barato e dividi de várias vezes. Mas, valeria a pena!

No dia do show, quando ele entrou cantando “Eight Days A Week” , eu fiquei paralisada. Demorei umas três músicas pra entender que não era sonho, ele realmente estava aqui em BH, e eu estava no show dele.

Foram muitas sensações diferentes, e tive a sorte de poder dividí-las com meu irmão, Flavinho Bicalho, que, desde cedo, sempre foi responsável por eu conhecer muita coisa do rock (Titãs e Guns n’ Roses, por exemplo, aprendi a gostar por causa dele). Neste dia, Paul disse “Até a próxima”, e eu ficava sonhando se esse reencontro aconteceria.

13938394_10154565529007722_3516221677454804872_nDepois também tive a sorte de conhecer e participar da BH Beatle Week, a semana mais esperada do ano por mim, e por todos os beatlemaníacos da cidade. E, com isso, conheci um monte de gente que me fez amar ainda mais a banda, e ainda mais o Paul. Desse momento em diante, comecei a brincar que o Paul era meu marido, e muitas pessoas até hoje, continuam se referindo a ele assim.

Um dos grandes responsáveis por manter a beatlemania bem viva em mim é meu grande amigo, irmão camarada, Bernardo Cançado. Sonhamos muito juntos que o Paul voltaria, ou que um dia, iríamos a Liverpool, conhecer o lugar onde a banda mais importante do mundo surgiu.

Aí, veio o anúncio da nova turnê, One on One, e o Paul voltaria ao Brasil, a BH! No dia que começaram a vender os ingressos eu comprei o meu, desta vez de pista premium. Pensei: “Se essa for a última vez dele por aqui, quero vê-lo o mais perto possível”.  E assim, a ansiedade e a expectativa foram só crescendo ao longo dos meses que antecederam o show.

22538821_10155936812547722_2005457028917243942_oNa última terça, dia 17, às 17h eu cheguei ao Mineirão. Quando entrei no estádio, meu coração já nem batia direito… E foi uma longaaaaaaaa espera até o Paul entrar no palco, às 21h41.  A Hard Days Night foi a primeira… Eu chorava tanto, tava tão emocionada, que não conseguia nem enxergar direito o palco…

Eu pensava: “Meu deus, ele tá aqui. Isso tá acontecendo. Eu tô vendo pela 2a. vez, o Paul, um beatle, ao vivo, pertinho de mim”… E cada vez que me dava conta disso, me arrepiava. Uma viagem no tempo foi o que Paul proporcionou a todos que foram vê-lo. Desde a banda que teve com John Lennon antes dos Beatles – The Quarry Men -, passando por todas as fases dos FabFour, Wings e carreira solo.

Ele tocou Here Today, meu coração quase não aguentou! E várias outras que eu amo, como Band On The Run, My Valentine, Blackbird, Let me Roll It…  No palco, um senhor de 75 anos, com a vitalidade de um beatle em início de carreira. Paul tocou violão, guitarra, baixo, piano… Rebolou, brincou com o público, falou “mineirês” e, no final, disse a tão esperada frase: “ATÉ A PRÓXIMA”…

Oportunidades como essa fazem a vida inteira valer a pena! Disse e repito, depois do nascimento da minha sobrinha Maria Clara em maio,  o show do Paul foi o dia mais feliz do ano pra mim! Nas quase 3h de show, eu simplesmente não consegui pensar em mais nada, a não ser no meu “marido” maravilhoso que estava ali, encantando ainda mais as 51 mil pessoas que foram vê-lo (número divulgado pela T4F).

22499233_10155936814727722_4596332470134649087_oIsso me faz pensar o quão sortuda e privilegiada eu sou… Realizar um sonho é sempre algo memorável e importante. E eu, pude realizá-lo duas vezes! O Paul é o amor da minha vida, e o maior artista vivo do universo, com certeza. O legado dele jamais será ultrapassado…

Não sei se ele volta a BH… Com 75 anos, turnês mundiais devem ser bem cansativas de se fazer… (Apesar de que ele foi do aeroporto direto pro Mineirão e na passagem de som tocou 11 músicas… O cara tem fôlego). Mas, espero agora poder realizar um outro sonho: ir a Liverpool pra fazer a tour dos Beatles e, quem sabe, assistir um show dele lá…

Obrigada Paul! Obrigada marido! Por estar sempre presente na minha vida e por ser a trilha sonora dos momentos mais importantes que vivi… Lov u ♥

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Show de 2013

Como não sei se consegui explicar direito a magnitude do que foi o show do Paul, pedi a ajuda de alguns amigos que também estiveram lá… Confira:

22490079_1832077500165856_4570066170058174948_nDANDAN GALLAGER – produtor musical e um dos autores do projeto Novell – Ele ganhou a promoção do Estado de Minas e foi conhecer o Paul
“Sim, eu encontrei Paul McCartney. Sim, apertei a mão dele. Sim, conversei com ele. Expliquei que é mais legal ele falar” Beagá” em vez de Belo Horizonte. As pessoas iriam gostar. Nós mineiros iríamos adorar. Ele perguntou o que era Beagá e eu disse que eram as iniciais do nome da nossa cidade. Ele disse então que ia pedir ao tradutor dele que colocasse no texto que ele fala durante o show em português. Coincidência ou não, a primeira coisa que ele falou depois de subir no palco ontem foi “Beagá”. Essa experiência única de encontrá-lo é algo que muitas pessoas gostariam de ter. Fãs e mesmo não fãs não se importariam de chegar perto de alguém que já passou do status de ser humano para lenda viva há muitos anos. Mas não é sobre isso que quero falar. Quero falar da experiência mais significativa de todas. Conhecer Paul McCartney me fez ganhar uma nova perspectiva sobre o privilégio de poder assistir, ao vivo e a cores, a um show dele. A sorte ou mérito de encontrá-lo pessoalmente não se compara à sorte que nós todos temos de assistir a esse cara fazendo aquilo que o define e o que faz com que gostemos tanto dele. O encontro mais importante, mais significativo e mais real é aquele em que todos nós nos juntamos em um estádio e cantamos, nos abraçamos e choramos ao som da música que ele faz. Esse encontro a meu ver é a celebração máxima daquilo que define essa relação entre ídolo da música e fã. Porque no fim das contas, o que realmente mudou nossa vida foi a música que ele compôs, gravou, tocou e toca, ainda hoje aos 75 anos, no mundo inteiro. Graças a Paul McCartney, eu quis pegar uma guitarra e aprender a fazer música quando era adolescente, e graças à inspiração que ele incutiu em mim, eu ganho minha vida hoje 100% conectado com música. Pode até ser uma mera coincidência, mas o fato é que foram Paul e os Beatles que cruzaram meu caminho e mudaram minha forma de existir. Não é pouca coisa, gente. Então é bom poder dizer que agradeci a ele pessoalmente por mudar minha vida, mas melhor ainda é fazer parte dessa celebração que foi o show dele ontem e todos os outros shows que tive o privilégio de assistir. Obrigado Paul. Esperamos seu breve retorno!”

15774987_10155100672621564_3904122516052315258_oJÔ ANDRADEbaterista da banda Hocus Pocus
“E Sir Paul McCartney voltou a Minas, a BH. Não para falar UAI, mas falou SÔ. Como sempre, showzasso. É o quarto show que assisti ao vivo e a cores e foi sensacional. Algumas alterações no set list pré divulgado, mas super representativo da história do Paul nos Beatles e carreira solo. Eu particularmente adorei a troca de We can work it out por I’ve just seen a face. Alguns probleminhas na qualidade do som, de onde eu assistia (cadeira inferior) que foram sendo sanados ao decorrer do show; super lotação nas cadeiras inferiores laterais e lugares sobrando nas cadeiras inferiores de fundo.  Mas foram momentos mágicos. Something, cantado a “todo gás” pelo público, acho que desconcentrou a banda e eles erraram na sincronia. Paul foi para a parte A da musica e a banda para o B. Questão de segundos para voltar ao normal. Nem todos perceberam. E que bom que isto aconteceu! Eles são normais!!!!! No mais, show para ver, rever e ouvir pelos vídeos feitos, guardados nos celulares e na memória. E o mais importante de tudo; a ultima fala de Paul, em português: “Até a próxima” Obrigado Paul. Come back soon”.

15032651_10154000456147724_8964383304596435930_nTÚLIO LIMAmúsico das bandas Daparte e O Caso
“Ainda resta um pedaço de mim naquele Mineirão. E ali permanecerá. Assim como fragmentos daquela noite sempre habitarão o canto mais saudoso da minha memória. Assim são os Beatles. Assim é Paul. O que representaram, criaram e construíram, vai perpetuar ao longo das gerações pelo impacto que causaram e ainda causam, em todos os aspectos. Shows como esse são uma oportunidade para exercitarmos o nosso dever de manter forte em nós a chama uma vez acesa pelos quatro jovens promissores de Liverpool. Lá se via o avô, o filho, o neto. Com o perdão da analogia olímpica, isso é presenciar a tocha sendo passada. É viver e sentir na pele o efeito causado pela música de Paul Mccartney.  É importante pra nós? Sim! E se torna ainda mais quanto percebemos o quanto é importante pra ele, Sir James. Em tese, turnês mundiais com repertórios longos e shows consecutivos não condizem com o que se espera de um artista que já atingiu 3/4 de século, conquistou tudo o que se imagina, e assume a posição de um dos maiores de todos os tempos. Pra não dizer ‘O Maior’. Mas ele estava lá. Revivendo toda sua carreira frente a uma arena lotada, enchendo nossos olhos e ouvidos com a performance de um menino, cheio de vitalidade, vigor e amor em tudo o que faz. Emanou pureza, sensibilidade e inspiração, enquanto despertava todo tipo de emoção em nós, meros mortais, imensamente privilegiados por termos tido a oportunidade de testemunhar algo tão grandioso. Fui presenteado com uma apresentação de gala, e contemplado com momentos que certamente figurarão entres os maiores de minha existência! Valeu, Paul!”

20901744_1486072151472995_5364183189130669390_oRAUL MARIANOmúsico e jornalista (que cobriu o show na terça)
“Paul McCartney é um dos artistas que mais me instigaram a fazer música desde que eu comecei a me relacionar com um instrumento, lá pelos 13 anos de idade. Vê-lo ao vivo no Mineirão, em uma noite tão bonita, foi como assistir um filme conhecido, mas com um gosto de estreia. Me arrepiei inúmeras vezes durante a noite, cantei praticamente todas as canções e me senti revigorado ao sair do estádio ainda sem acreditar que eu estive a poucos metros de uma das mentes mais inventivas da música. Continuar sendo relevante depois de mais de meio século de carreira é coisa para poucos. E Paul sabe disso como ninguém. É por isso que ele continua fazendo turnês, gravando novos discos e acreditando na música como uma ferramenta para mudar as coisas”.

22553339_1686581094748958_5080590897317204026_oFILIPE PAPINNI social media (e dividiu comigo os momentos de ansiedade pré-show)
“Não foi o primeiro show que assisti de Paul McCartney e espero, de verdade, que não seja o último. Alguns me perguntam qual é a sensação de presenciar um show dessa lenda. Eu não consigo responder. É praticamente impossível descrever. E tô falando sério! Pode parecer forçado, piegas, bravata, exagero… MAS NÃO É! Só quem está lá, sentindo aquela energia, revivendo músicas imortais e sob a presença de um ícone ainda mais imortal – com seus fucking inacreditáveis 75 anos – é que sabe do que estou falando. Some isso tudo ao fato de estar junto com as pessoas que cresceram contigo ouvindo aquelas músicas e ainda poder dar de presente uma mesma oportunidade pro meu pai, o responsável direto por me fazer gostar, apreciar e reverenciar isso tudo. No fim, ainda ouvi um “Obrigado, foi uma das coisas mais sensacionais que vi na minha vida”. Te pergunto: há preço que pague tudo isso? Por essas e por outras que reverencio Paul McCartney quase que como uma divindade. O que esse cara representa pra mim, pra minha vida, para as minhas memórias e pra várias outras coisas pessoais não há palavras, sentimentos ou qualquer texto que traduza… Eu apenas paro, respiro, (choro), e agradeço por ter passado na Terra na geração em que este cara estava vivo. Thank you for existing, Sir James Paul McCartney!”

Minha coleção beatlemaníaca:

 

 

 

 

 

 

 

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Música
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