A COLEÇÃO DA MARISA MONTE

A COLEÇÃO DA MARISA MONTE

Disco novo

Marisa Monte lançou um novo álbum, e eu tô no céu! Ela foi a primeira e GRANDE referência de cantora, de voz feminina, que tive na minha vida e eu sou fã, muito fã mesmo do trabalho e da trajetória artística dela. Quando a ouvi cantar pela primeira vez fiquei intrigada, e maravilhada ao mesmo tempo, pensando como uma pessoa podia ter uma voz tão suave e forte ao mesmo tempo…

Desde então, venho acompanhando de perto todo o trabalho da Marisa, e fui a todas as turnês que ela trouxe a BH, inclusive em dois shows inusitados e incríveis – um deles no estacionamento do Minas Shopping, em 2000 e um na Estação 767, com participação de Carlinhos Brown, no ano de 97, se não me engano.

Agora, ela chega com “Coleção”, descrito pela Universal, gravadora da Marisa, como “ um baú de memórias musicais e afetivas“. Na verdade, é uma compilação de músicas que ela não necessariamente chegou a gravar, ou que gravou mas que reaparecem em outras versões, com convidados especiais.

Segundo a cantora, durante esses quase 30 anos de carreira, muitas vezes ela foi convidada para participar de projetos de forma paralela ao trabalho solo. São músicas que foram criadas por meio de um estímulo externo ou de uma encomenda para que fizessem parte de projetos como trilhas sonoras de filmes, documentários e duetos. Essas gravações e as parcerias que elas proporcionaram foram fundamentais em sua trajetória e influenciaram toda a sua produção solo.

O processo de seleção foi um mergulho na minha história. Entre as quase 40 músicas que gravei além dos meus álbuns, foi um desafio chegar até essas 13. Essa coleção me fez buscar e rever todas essas canções para chegar a um conjunto onde elas pudessem fazer sentido e estivessem em um equilíbrio interno. Aproveitei a oportunidade para iluminar canções que talvez tenham passado desapercebidas”, explica Marisa Monte.

A maioria delas foi mantida exatamente como na versão original. Em algumas, me permiti a liberdade de remixar e adicionar novas vozes. Foi uma escolha pessoal em que utilizei um critério subjetivo, íntimo e emocional. Essas músicas evocam minhas melhores memórias desse período de três décadas, me fazem aparar a minha vida”, completa a cantora.

Algumas são muito conhecidas do público, como “Alta Noite” (originalmente gravada no cd Cor de Rosa e Carvão), “Esqueça” (de Roberto Carlos) e “Carinhoso” (de Pixinguinha) que ela gravou com Paulinho da Viola, para o documentário “Meu tempo é hoje”.

Outras trazem parcerias super legais como Rodrigo Amarante e Devendra Banhart (em “Nu com a minha música”, de Caetano Veloso), Arnaldo Antunes (em “Alta Noite” e “Cama”), Velha Guarda da Portela (em “Volta meu amor”), a cantora portuguesa Carminho (em “Chuva no Mar”), a cantora mexicana Julieta Venegas (em Ilusão), entre outros. O disco traz ainda uma versão em inglês de “Águas de Março”, em parceria com David Byrne, gravada com o ex Talking Heads para o Red Hot  Project.

Eu gostei bastante do álbum, embora ainda não tenha me acostumado com essa versão de Águas de Março… Mas a Marisa Monte é brilhante! Na minha opinião, é a melhor cantora brasileira. Gosto de gente que canta de forma singela, em que a voz faz carinho no ouvido, ao invés de entrar como uma pancada. E ela é expert nisso!

FICHA TÉCNICA
Álbum: Coleção
Ano: 2016
Concepção do projeto: Marisa Monte
Coordenação de finalização: Daniel Carvalho
Capa: Marisa 2010 – Francesco Clemente
Projeto gráfico: Lêka Coutinho / Fabiano Feroli (Lastudio)
Revisão: Luiz Augusto (Revertexto)
Coordenação Gráfica: Geysa Adnet
Masterizado por Ricardo Garcia no Magic Master (RJ)
Site: www.marisamonte.com.br 

 

Categorias
Música
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