121 ANOS DE BH: EXPOSIÇÕES CONTAM A HISTÓRIA DA CIDADE

121 ANOS DE BH: EXPOSIÇÕES CONTAM A HISTÓRIA DA CIDADE

Todas as mostras espalhadas pla cidade tem entrada gratuita
Crédito: Ricardo Laf/Divulgação

Uma série de exposições inauguradas pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, celebram o aniversário de 121 anos da capital retratando temas singulares da história da cidade.

O público poderá conhecer as influências dos povos africanos na construção da cidade e a história de três quilombos urbanos, revisitar as belezas dos jardins de Burle Marx, rememorar a atuação da TV Itacolomi, a primeira emissora de TV do Estado, admirar um trabalho singular de arte contemporânea desenvolvido pelo artista Paulo Nazareth, além de conhecer como se construiu e desenvolveu o Teatro Marília, um dos mais importantes da capital.

A programação especial acontece nos Museus Histórico Abílio Barreto (MHAB), no da Imagem e do Som (MIS-BH), no de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, na Casa do Baile, no Museu de Arte da Pampulha (MAP) e no Teatro Marília. Todas as exposições têm entrada gratuita e indicação classificativa livre.

“O conjunto de exposições que estamos inaugurando é fruto de um trabalho contínuo realizado ao longo do ano, sempre com a perspectiva de promover o acesso e de reconhecer e valorizar as manifestações artísticas e culturais. As temáticas são importantes para a cidade e instigam o visitante a frequentar cada vez mais os museus e os equipamentos culturais de Belo Horizonte. Aliás, convido a todos e a todas a realizar um circuito, passeando pelas seis exposições que estamos inaugurando”, comenta o secretário municipal de cultura, Juca Ferreira.

NDÉ! TRAJETÓRIAS AFRO-BRASILEIRAS EM BELO HORIZONTE
Local: Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB)
Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim – 3277-8573
Abertura: já aberta ao público
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 17h; quartas e quintas, das 10h às 18h30
“NDÉ! Trajetórias Afro-brasileiras em Belo Horizonte” retrata a multiplicidade e a diversidade de contribuições africanas e afro-brasileiras para a construção da história de Belo Horizonte. A mostra marca um importante momento de diálogo e de valorização da cultura negra, além do reconhecimento pela contribuição cultural na formação da sociedade belo-horizontina. O conjunto apresentado constitui-se de imagens e vozes de mulheres e homens de origem africana, captados em situações diversas: de trabalho, lutas políticas, insurgências, religiosidades, vida familiar, tudo isso em diferentes temporalidades. Os objetos textuais, iconográficos e audiovisuais, de uso familiar ou público, convidam a perceber a presença forte e fundamental da população negra neste território, produzindo-o e sendo dele, no entanto, alijada.

FACA CEGA
Local: Museu de Arte da Pampulha (MAP)
Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha – 3277-7996
Abertura: dia 8 de dezembro, sábado, às 16h
Visitação: até 31 de março de 2019, terça a domingo, das 9h às 18h
No Museu de Arte da Pampulha (MAP) esta´á em cartaz a exposição “Faca Cega”, do artista brasileiro Paulo Nazareth. Obras site-specific e outros trabalhos do artista que dialogam com o território da Região Metropolitana de Belo Horizonte e com a história do Museu estão expostas. Trata-se de uma mostra inédita, constituída com obras provocativas, criadas ou reunidas especialmente para o contexto do MAP. A exposição ocupa diversos espaços do Museu de Arte da Pampulha: seus jardins, o próprio espaço expositivo e a biblioteca. São mais de 40 obras em vários formatos, como desenhos, vídeos, coleções de objetos encontrados, fotografias e instalações. Em sua produção artística, Paulo Nazareth nos faz refletir sobre o papel dos museus no mundo contemporâneo, sobretudo quando à aproximação do público com a arte, a dessacralização do espaço museal e dos objetos de arte.

ANM-02

TV ITACOLOMI – A PIONEIRA DE MINAS
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS-BH)
Av. Álvares Cabral, 560, Centro – 3277-4131
Abertura: dia 11 de dezembro, terça-feira, às 19h
Visitação: até dezembro de 2019, de segunda a sexta, das 9h às 18h; terças, das 9h às 21h
No MIS-BH apresenta a exposição “TV Itacolomi – A Pioneira de Minas”, que viaja pela rica trajetória da primeira emissora de televisão do Estado, reunindo fotografias, depoimentos, objetos e registros audiovisuais. Será retratado o contexto histórico, artístico e da comunicação da TV, explorando, em cada ambiente do casarão, uma linha de produção de modo interativo, contemplativo e informativo. A história da TV Itacolomi é marcada pelo pioneirismo em diversas frentes. A exposição no Museu da Imagem e do Som oferece ao público um espaço interativo e de imersão, no qual o visitante pode se conectar com cenários e personagens que marcaram a história da emissora, e reviver imagens que ainda hoje permanecem vivas na memória. Durante todo o período da mostra, serão realizadas ações educativas inserindo o público no ambiente e moldes da exposição.

Peça Oito Mulheres

TEATRO EM CONSTRUÇÃO: O MARÍLIA NOS SEUS PRIMEIROS 20 ANOS
Local: Teatro Marília
Avenida Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia – 3277-4697
Abertura: dia 12 de dezembro, quarta-feira, às 19h
Visitação: até 3 de março de 2019, de segunda a quinta, das 10h às 18h; sexta a domingo, das 10h às 20h
O Teatro Marília, um dos mais emblemáticos palcos da capital mineira, terá sua história retratada pela pessoa que inspirou seu nome. Marília Salgado, filha do ex governador Clóvis Salgado (1906-1978) assina a curadoria da exposição “Teatro em Construção: o Marília nos seus primeiros 20 anos”. A exposição conta a história do teatro por meio de textos curtos, imagens e lembranças de alguns daqueles que estiveram envolvidos no fazer teatral, enriquecendo a memória da cidade de Belo Horizonte. A narrativa da mostra é baseada em três aspectos fundamentais da construção do teatro. O aspecto físico, no qual se destaca a construção do primeiro espaço destinado às artes cênicas. O aspecto artístico, ressaltando-se os grupos e artistas mineiros que se dedicaram a estudar, pesquisar e levar espetáculos de alta qualidade ao palco do Marília. Além do aspecto político, no qual destaca-se a importância do teatro para a construção de uma resistência ao regime militar.

MODERNO JARDIM BRASILEIRO
Local: Casa do Baile
Avenida Otacílio Negrão de Lima – 751 – Pampulha – 3277-7443
Abertura: dia 15 de dezembro de 2018, às 10h.
Visitação: até julho de 2019, de terça a domingo, das 9h às 18h
“Moderno Jardim Brasileiro” é uma produção da Casa do Baile, Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design, com curadoria de Cássio Campos e apoio do Escritório Burle Marx. A exposição contextualizará o jardim moderno brasileiro a partir da reprodução de projetos paisagísticos em fac símile, como do jardim italiano da Villa Lante, de Giacomo Vignola; o jardim barroco francês, nos jardins do Palácio de Versailles, de André Le Nôtre; o jardim cubista, no Jardim de Água e Luz, de Gabriel Guévrekian. Serão exibidos, pela primeira vez na cidade, projetos de Roberto Burle Marx e das fases posteriores de seu escritório. São projetos da Pampulha; da Praça de Casa Forte (Recife); Ministério da Educação e Saúde (RJ); Avenida Atlântica (RJ), Parque do Flamengo (RJ); Parque das Mangabeiras (BH); Residência Odette Monteiro (RJ); KLCC Parque (Malásia); Biscayne (Miami); Praça da Revolução Acre; Museu do Amanhã (RJ); Parque da Vila dos Atletas (RJ); Instituto de Resseguros do Brasil (RJ); e Unique Garden Spa (SP).

QUILOMBOS URBANOS E A RESISTÊNCIA NEGRA EM BELO HORIZONTE
Local: Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado
Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 904 – Itapoã |3277-7420 | 3277-6746
Abertura: dia 13 de dezembro de 2018, às 16h.
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 17h
A exposição “Quilombos Urbanos e a Resistência Negra em Belo Horizonte” traz o acervo de três quilombos urbanos de Belo Horizonte: Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, Quilombo dos Luízes e Quilombo de Mangueiras. A mostra celebra a marca de um ano do reconhecimento dos três quilombos como patrimônio imaterial da cidade, em dezembro de 2017. São peças que registram o cotidiano das comunidades, suas manifestações religiosas, a exemplo dos santos de devoção das matriarcas, a bengala usada pelo pai Benedito, Preto Velho do Quilombo Manzo, tecidos bordados pela comunidade de Mangueiras, pilão, cangalha, atabaques, berimbau. A exposição se coloca como espaço de problematização sobre o racismo e sobre o não-reconhecimento da cultura do outro, sendo, dessa forma, o coroamento das diversas agendas de valorização da cultura e arte negra que a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte tem realizado na cidade, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Municipal de Cultura.

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