10 ARTISTAS SÃO SELECIONADOS EM EDITAL DO BOLSA PAMPULHA

10 ARTISTAS SÃO SELECIONADOS EM EDITAL DO BOLSA PAMPULHA

Projeto é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura e o JA.CA
Museu de Arte da Pampulha

Artistas de Minas, Rio, Goiás e da Bahia foram os escolhidos por uma comissão julgadora para participar do edital da Bolsa Pampulha 2018/2019.

Ao todo, dez artistas foram selecionados para a realização de uma residência artística de seis meses em BH a partir do dia 25 de março. Depois, em setembro, eles participam de uma exposição para apresentar as obras produzidas.

Saiba quem são:

Alex Oliveira (BA)
– é fotógrafo e artista visual, graduado em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia. Desenvolve pesquisas artísticas relacionando fotografia, performance, mídias digitais e intervenção urbana. Atualmente mora em Uberlândia (MG) ministra oficinas de fotografia contemporânea em diferentes instituições públicas e privadas. Desde 2012, participa de exposições nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Belém. Em 2013 foi convidado para uma residência artística na galeria Vasli Souza em Malmö, na Suécia, tendo aberto sua segunda exposição individual.

Guerreiro do Divino Amor (RJ)
– é mestre em arquitetura. Sua pesquisa explora as superficções, forças ocultas que interferem na construção do território e do imaginário coletivo, construindo um universo de ficção científica a partir de fragmentos de realidade que toma forma de filmes, publicações e instalações. Foi artista residente na FAAP Lutetia e no Pivô-Pesquisa em São Paulo, e na CAL em Brasília. Participou de exposições na fundação Iberê Camargo, na casa França-Brasil, na galeria Gentil Carioca e no MAR no Rio de Janeiro, no CAC de Vilnius, no Swiss Art Awards e no Arte Pará 2018 entre outras. Em 2018 realizou a exposição individual “Superficções” no Paço das Artes no MIS-SP.

Davi de Jesus do Nascimento (MG)
– é artista plástico, performer e poeta barranqueiro autodidata. Gerado às margens do Rio São Francisco – curso d’água de sua pesquisa – trabalha coletando afetos da ancestralidade ribeirinha e percebendo ”quase-rios”, no árido. Um de seus maiores interesses para a nascença na prática primária da pintura é a terra, mãe inicial. Na fotografia, utiliza o corpo como instrumento de medida do mundo. Corpo-médium, confrontado e confundido com a natureza. Uma natureza aquática, barrenta e silenciosa; que pode ser lida como isca, peixe e pedra.

Dayane Tropicaos (MG)
– é Bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG. Em seus trabalhos utiliza o audiovisual, a fotografia, e a instalação. Seus trabalhos trazem a investigação da ficção do eu, e sua poética é recorrentemente transpassada pelo meio urbano onde busca no mais ordinário e comum situações que despertam interesse pelo seu sutil estado de deslocamento, como o rompimento de uma rotina. Ao tencionar elementos reais e ficcionais cria narrativas que dialogam com o absurdo e o lúdico da vida, levantando questionamentos sobre o que é real, normal e comum nas imagens que povoam o urbano.

Gê Viana (MA)
– se lança sobre a pesquisa do corpo performático e dos corpos abjetos marginalizado. Usa a fotografia para suas criações através da fotomontagem e fotoperformance em experimentos de intervenção urbana/rural. Graduanda do Curso de Artes Visuais pela Universidade Federal do Maranhão. Trás discursos sobre a pixação no ato cívico, politico e artístico.

 

Sallisa Rosa (GO)
– é jornalista, fotógrafa, produtora de conteúdo e artista. Formada em jornalismo, mestre em criação e produção de conteúdo audiovisual pela UFRJ. Fez o fotofilme Oca do Futuro (2018) e instalação com o mesmo nome para o Museu de Arte do Rio, MAR (2017). Série Facões, fotografias de facões que em formato de lambes que vão para as ruas (2017). Residência Artística Corpus Urbis, Amapá (2018). Álbum de Família, (2017). Narrativa fotográfica Selva de Pedra (2017). Se dedica a investigações contemporâneas de imagens e temas que a atravessa como a sua própria identidade, o universo feminino, futuro, ficção e descolonização.

Sara Lana (MG)
– teve seu caminho acadêmico traçado em escolas de matemática, computação e engenharia, e desde 2007 desenvolve projetos permeados por som, arte e tecnologia. Em geral, seu trabalho é orientado para a pesquisa e desenvolvimento de parafernálias de empoderamento tecnológico, experimentando diferentes aproximações a interfaces digitais e dispositivos analógicos. Foi artista residente em diversos espaços de fomento à arte, ciência e tecnologia e apresentou seus trabalhos no Brasil, Chile, México, Espanha e França.

Simone Cortezão (MG)
– é cineasta e artista visual. Mestre em Artes Visuais pela escola de Belas Artes da UFMG e Doutora em Artes Visuais pela UERJ. Entre o cinema e as artes visuais, desenvolve trabalhos com interfaces no urbanismo, artes visuais e o cinema, trabalhando principalmente com a criação de narrativas documentário-ficcionais e suas articulações entre memória e amnésia das cidades; história e ficção; paisagens entrópicas, ecologia, biologia, geologia e economia. Exibiu filmes em festivais e mostras nacionais e internacionais como: Visions du Réel, Olhar de Cinema, FestCurtasBH, Festival del Nuevo Cine Latinoamericano- Havana, Festival Internacional de Cine de Viña del Mar, Mostra Tiradentes, entre outros.

Ventura Profana (BA)
– é artista visual, cantora e escritora. Cria de Catu, interior da Bahia, é carcará, trava faminta, doutrinada nos templos batistas até os dezoito anos. Negra, travesti, gorda e nordestina, desenvolve sua pesquisa a partir da educação cristã e de seus desdobramentos em corpos dissidentes.

 

Desali (MG)
– transitando por múltiplas linguagens, como a pintura, a fotografia, a ação performativa e o vídeo, a obra de Desali é marcada pela subversão das hierarquias, tanto artísticas quanto sociais. Na sua obra, os resíduos da cidade, as memórias mais ínfimas ou mesmo o lixo podem ter valor artístico, assim como a figura do artista é vista com ironia e tratada de modo comum. Desali atua para promover um contato entre a periferia, as camadas sociais mais desfavorecidas, e o universo da arte, questionando as instituições artísticas tradicionais e as contaminando com a energia da rua.

A comissão de seleção foi composta por Beatriz Lemos, Júlia Rebouças e Rosângela Rennó, além de Samantha Moreira como representante do JA.CA e Augusto Fonseca como representante do Museu de Arte da Pampulha/ Fundação Municipal de Cultura.

O programa tem o propósito de estimular a produção e a pesquisa em artes visuais na capital mineira, contribuindo para o processo formativo da comunidade artística local e nacional. Durante o período da residência artística serão realizados encontros abertos ao público com a comissão de acompanhamento, formada por Mônica Hoff, Beatriz Lemos e Júlia Rebouças.

“O Bolsa Pampulha é um dos programas de residência artística mais importantes do país. Fomenta a produção em arte contemporânea na cidade e cria diálogos entre público e artistas” afirma a Diretora de Museus, Letícia Dias.

O projeto é uma iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e do JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia.

Bolsa Pampulha

O Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte teve sua origem nos anos 1930 e, ao longo de oito décadas de existência, sempre com periodicidade bienal, foi se modificando. Em 2003, seu modelo foi transformado no Programa Bolsa Pampulha. A última edição foi a de 2015/2016.

Criado por Adriano Pedrosa, quando curador do Museu de Arte da Pampulha, o programa provoca discussão crítica sobre a prática dos artistas, propicia o intercâmbio cultural, experimentações e pesquisas entre artistas de uma nova geração, colocando Belo Horizonte nos importantes debates sobre a arte contemporânea.

Desde a sua criação, o Bolsa Pampulha tornou-se referência, projetando diversos nomes nacional e internacionalmente, como Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Marilá Dardot, Janaína Wagner, Rafael RG, Marcellvs L, entre outros.

Mais informações: https://www.bolsapampulha.art.br/

Categorias
ETC...
Comente pelo Facebook

RELACIONADOS POR